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domingo, 20 de janeiro de 2013

COMO LIDAR COM A PERDA


Processo de Luto: como lidar com a perda?


OPINIÃO – Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? (excerto do texto «Como se esquece alguém que se ama?, de Miguel Esteves Cardoso).
          O processo de luto acontece aquando uma perda significativa na ida de uma pessoa, uma perda que pode ser vivida em diferentes situações e que não se prende, somente, com a vivência da morte de uma pessoa importante. O luto pode ocorrer quando se perde o emprego, quando existe uma separação, quando acontecem alterações corporais drásticas ou repentinas, quando se alteram as condições de vida, quando se muda de residência e até no percurso do processo natural de crescimento psico-emocional.
          A dor de perder alguém ou algo é tão poderosa que cada um recorre a diversas formas de se defender perante o sofrimento. Segundo o psicanalista Bowlby, quanto maior a vinculação (ou seja, o apego, a ligação) ao objecto perdido (alguém ou algo), maior será o sofrimento e a dor do luto. Costuma-se dizer, na gíria, que o tempo cura tudo e, de facto, o factor tempo é um importante aliado na questão do luto. Mas esperar que o tempo passe não basta; é necessário realizar-se uma série de tarefas que permitam ultrapassar esta dor, preparando o espaço deixado vazio para, mais tarde, ser novamente preenchido.
          Apesar de ser um processo que varia consoante a pessoa e a idade, são comuns os sentimentos de tristeza, de raiva e de culpa, a ansiedade e o sentimento de solidão, a apatia e o desinteresse, o estado de choque e a sensação de desamparo. Também se podem desenvolver sintomas físicos como vazio no estômago, aperto no peito, nó na garganta, extrema sensibilidade ao barulho, sensação de falta de ar, fraqueza muscular, falta de energia e sensação de boca seca. Em conjunto com estes vários sentimentos e emoções, é natural que se desenvolvam perturbações de sono (principalmente insónias), perturbações de apetite (mais comum a diminuição, mas também pode ocorrer o aumento de apetite), perturbações na atenção e concentração e isolamento social.
          Estas emoções e comportamentos vão surgindo ao longo das tarefas do processo de luto que, segundo Bowlby, organizam-se da seguinte forma:
  • Fase de choque e negação, na qual a pessoa pode sentir-se como desligada da realidade, meio atordoada e desamparada, imobilizada e perdida. A negação surge como defesa contra a dor da aceitação da perda;
  • Fase do protesto, que se caracteriza pelas emoções fortes, pelo sofrimento psicológico e pelo aumento da agitação física. Nesta altura, podem manifestar-se sentimentos de raiva contra si próprio (por não ter conseguido fazer mais nada) ou contra outros significativos;
  • Fase do desespero, que se associa a momentos de apatia e depressão e que pode conduzir a um isolamento social e a um desinvestimento nas actividades diárias, aumentando o desinteresse, as dificuldades de concentração e os sintomas físicos (como insónias, perda de peso e de apetite, entre outras);
  • Fase da desorganização e reorganização que permite que a pessoa aceite a perda, integrando a a importância do objecto perdido e do seu significado no dia-a-dia.
E o que acontece quando não se consegue realizar estas tarefas? Poderá desenvolver-se uma situação de luto patológico, na qual se assiste a uma fixação numa das fases. No luto patológico, a pessoa vive com maior intensidade os sintomas acima descritos, prolongando-os no tempo e conduzindo a complicações efectivas na vida quotidiana. Nestes casos, deve-se recorrer a ajuda especializada. A psicoterapia poderá ser encarada como uma mais-valia, pois constitui-se como o espaço no qual a pessoa pode livremente expressar as suas emoções e verbalizar os seus pensamentos, trabalhando estratégias e mecanismos internos que permitam evoluir no processo do luto.
   BY 20 JANEIRO 2013

processo-de-luto-como-lidar-com-a-perda/#.UPyzmB29Qk4

sábado, 5 de janeiro de 2013

FESTAS JUDAICAS

JUDAÍSMO

          Estudaremos neste capítulo tudo o que se refere à cultura e religião judaica, suas festas, seu culto, partidos políticos e religiosos, sua musica, etc.
          Como nossa intenção não é somente conhecer sua cultura, mas seus sentimentos também, então este capítulo é de vital importância.

FESTAS

          Como já sabemos, as festas judaicas eram barulhentas e alegres onde todos dançavam e cantavam, todos participavam e ninguém assistia. Mas nem todas as festas eram tão alegres, pois algumas eram uma espécie de culto, onde o povo arrependido ai buscar perdão para os seus pecados, era um momento de puri-ficação, de reflexão. 
          As festas mais alegres eram as festas da colheita onde o povo dançava a cantava alegremente pelas ruas, tocando seus instrumentos, mas nestas também havia o momento de silencio, oração e meditação. Cada uma das sete festas anuais, elas tinham também fins educativos, pois cada uma tinha em si lições sobre a história da nação, suas vitórias, derrotas, esperança, etc.

          A páscoa – Esta festa esta ligada a história do povo de Israel; páscoa é a transliteração da palavra hebraica pessash que significa passar, ou passar por cima. A data em que ela é comemorada é 14 de nisã, corresponde entre março e abril. Ela relembra e comemora o dia em que Deus livrou os israelitas da morte dos primogênitos e os retirou do Egito livrando da escravidão, nesta ocasião Deus instruiu o povo de Israel a passar o sangue do cordeiro que tinha sido morto nos batentes das portas, para que o Senhor não matasse os primogênitos, isto está registrado em Êxodo 12. 
          O cordeiro usado para a páscoa deveria ser todo assado
em fogo, inteiro com cabeça, patas, e nada podia ser cortado ou quebrado, seu sangue deveria ser passado na verga da porta, parte de cima do batente, ele deveria ser consumido a noite e rapidamente acompanhado de pão sem fermento e ervas amargas. As pessoas deveriam consumilo rapidamente, com os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão, para a saída rápida do Egito. 
          A páscoa era uma festa familiar comemorada em casa e não comunitária, mas após 600Ac criaram costume de imolar um cordeiro em Jerusalém, por causa disto esta festa foi deixando de ser familiar e passou a ser comunitária.

         As festas dos pães asmos – Ao passo que a páscoa era uma festa come-morada dentro de casa pela família, a festa dos pães asmos era uma festa comunitária, a páscoa era alegre só que mais em caráter de culto, já a festas dos pães asmos relacionada a agricultura, tinha objetivo de cultuar a Deus com alegres danças e cantos e agradecer pela produção do campo. Ela começava também em 14 de Nisã, mas sua duração era de uma semana. Esta festa é mais antiga que a da páscoa. Como a páscoa passou a ser comunitária também, então o povo comemorava as duas juntas, por isto muitos pensam ser uma parte de outra, mas na
verdade são duas festas separadas.

       Jerusalém nestas festas - se tornava um grande armazém, pois grandes carregamentos de todos os tipos de suprimentos eram levados para lá, que deveria poder abastecer seus visitantes. Por causa deste grande afluxo de peregrinos Jerusalém se tornava um grande centro comercial, as mercadorias de várias espécies e origens vinham de caravana pelas estradas. 
     Os animais para sacrifício chegavam a 25.000 cabeças, as hospedarias ficavam lotadas e alguns chegavam a alugar espaços dentro de suas casas os quintais para estrangeiros, os campos pela cidade ficavam lotados de tendas montadas. Não é necessário dizer que ao fim destas festas a cidade e seus habitantes estavam satisfeitos com os ganhos.
       Nestas festas o ato mais solene a sério era a cerimônia de abertura, mas durante o resto da semana era muita festa alegria e cantos, eles compravam o melhor que o seu dinheiro podia adquirir e se divertiam a vontade, tinham o incentivo da lei para isto – veja Deuteronômio 14:26. As mulheres queriam comprar tecidos e perfumes e para os homens dentre muitas coisas o principal era o vinho. Sobre a páscoa – Examine Êxodo 12:3-11 e veja se reconhece neste cordeiro alguma semelhança com o Senhor Jesus.

      Pentecostes - Cinqüenta dias após a páscoa, tinha inicio a festa de pentecostes, que era a época da colheita do trigo; pentecostes ou festas das semanas. A lei manda que seja cumprida em Êxodo 34:22. Em Levítico 23:1522 temos a especificação dos diversos componentes das ofertas e como e quando deveriam ser oferecidos. Era outra festa alegre com muitas compras, comidas e bebidas. 
           A igreja nasceu oficialmente no dia de pentecostes, quando o Espírito Santo veio sobre os que estavam ali reunidos, apóstolos e seguidores de cristo – Atos 2:1-4; aliás, gostaria de não afirmar que a igreja nasceu ali, isto é interpretação de alguns, precisamos saber o dia que Deus considera como sendo o inicio da igreja, mas se foi neste dia ou em outro, isto não tem tanta importância. É bem capaz que o Espírito tenha vindo no dia de pentecostes para fazer um paralelo (simbologia) com o trigo sendo colhido.

          Festa dos tabernáculos - Esta é a terceira festa relacionada a agricultura, esta festa também tem os seguintes nomes : Festa das tendas, Festa da colheita, e Festa do Senhor. 
        Comemorada no inicio do Outono, ele celebra a colheita das uvas e azei-tonas. Não havia um dia certo para começar, mas uma época, pois acontecia após a colheita que poderia atrasar por causa do mau tempo e também após a pensagem do fruto colhido. Por fim depois de algum tempo a data de 15 de Tishri foi estabelecida. 
       O povo era chamado as ruas pelo toque das trombetas para assistirem a marcha dos sacerdotes que iam ao tanque de Siloé colher água derrama-la no altar de Deus, para agradecer pela água e pedir chuvas. O povo levava nas mãos ramos de palmeiras e a noite tochas de fogo, sempre dançando a cantando pelas ruas, nestas festas não havia um lugar para o festejo, vários grupos numerosos iam cantando e dançando pelas ruas da cidade.

       O ano novo ou Rosh Hashana (cabeça do ano) - Não sabemos se nos tempos bíblicos os judeus comemoravam o ano novo, mas hoje isto é um fato.
           Moderno calendário judaico de festas ano de 5762(2003) As datas são também modernas, mudaram um pouco.
Tu Bishvat- Ano novo das árvores 28 / 01
Purim -Comemora a salvação do povo judeu na pérsia antiga 25 e 26 / 02
Pessach - Páscoa Comemora a libertação do povo da escravidão do Egito 27/03 a 04/04
Yom Hashoah- Recorda o levante do gueto de Varsóvia e do Holocausto 09 / 04
Yom Hazikaron- Dia de homenagem aos soldados tombados do exercito de srael 16 / 04
Yom Haatzmaut- Aniversário da independência do estado de Israel. 17 / 04
Lag Baomer- Aniversário da morte do Rabi Shimon bar Iochai. 30 / 04
Yom Yerushalaim- Dia da libertação de Jerusalém. 10 / 05
Shavuot- Comemora o recebimento das tábuas da lei e festa da colheita. 17 / 05
Tisha Be Av Jejum- Destruição dos templos. 18 / 07
Rosh Hashana- Ano novo Judaico 5763. 06 / 09
Kol Nidrei- Véspera do Yom Kipur. 15 / 09
Yom Kipur- Dia da Perdão – O mais sagrado dia do judaísmo. 16 / 09
Sucot- Festa das cabanas e das 4 espécies de plantas que expressam a união do povo. 21 / 09
Simcha- Tora Festa do encerramento e inicio do ciclo anual da leitura da Torá. 29 / 09
Chanuka- Festa das luzes – Vitória da luta pela liberdade 29 / religiosa. 

         
UNIVERSIDADE DA BÍBLIA ®
www.universidadedabiblia.com.br

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"...eles fogem das mulheres inteligentes"


"...eles fogem das mulheres inteligentes"


Cara de boba num sentido bem pejorativo. Quando o negócio é descolar sexo e nada mais – e, de preferência, só por uma noite –, eles fogem das mulheres inteligentes. As vulneráveis (vulgo, “com cara de fácil”), principalmente as bêbadas, chamam mais atenção. Mas se for para apostar num relacionamento sério as inteligentes levam a melhor. (A gente já falou disso aqui, lembra?).
Quem descobriu foram os cientistas da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos. Eles pediram a um grupo grande de estudantes de pós-graduação para descrever alguns sinais, como postura corporal ou traços de personalidade, que poderiam indicar vulnerabilidade – do tipo cansaçoembriaguez ou baixa inteligência. Em outras palavras, “pistas para reconhecermulheres fáceis”. A lista ganhou mais de 80 itens, como cara de sono, olhar sobre o ombro, carência. Ah, sim, segundo os homens pesquisados, se for baixinha, gorda e usar roupas justas também deve ser mais fácil conseguir sexo. (!!!).
Na sequência, os pesquisadores buscaram pela internet fotos de mulheres com e sem essas “pistas”. Aí 76 homens diferentes foram convidados para classificar o grau de atratividade de cada uma delas, dizer quão fácil seria “explorá-las” e se apostariam num relacionamento sérioou não com elas. As baixinhas e gordinhas não pareciam mais fáceis. Já aquelas com cara de sonsa, bêbada ou com sono, sim – e ainda eram classificadas como as mais atraentes. A não ser, claro, quando o foco era casamento ou namoro, aí o interesse esmaecia.
A boa notícia é que nem todos os caras, mesmo quando querem só sexo, procuram o caminho mais curto  e se aproveitam de fraquezas. Outros 72 homens reviram as fotos. Só que dessa vez, os pesquisadores mediram alguns traços de personalidades dos participantes. E os mais babacaspromíscuos, que, por acaso, também não entendiam muito bem sobre empatia e carinho, eram aqueles que mais costumavam buscar os tais sinais de fraqueza nas mulheres.
Melhor fugir deles, né, não? E é por isso que eu falo: paquera na balada dá uma preguiiiça.

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PARAR DE FUMAR DIMINUI ANSIEDADE



Um estudo feito na Inglaterra com fumantes que estavam tentando abandonar o cigarro revelou que os que conseguiram deixar o tabagismo tiveram uma diminuição 'significativa' de seus níveis de ansiedade.
A pesquisa, divulgada pela publicação científica British Journal of Psychiatry, acompanhou quase 500 fumantes que frequentam clínicas do sistema público de saúde britânico para parar de fumar.
Os 68 dos que tiveram sucesso após seis meses relataram ter sentido uma redução dos seus níveis de ansiedade.
A diminuição foi mais intensa entre aqueles que fumavam por transtornos de humor e ansiedade do que entre os que fumavam por prazer.
Temor infundado
Os pesquisadores - vindos de várias universidades, incluindo Cambridge, Oxford e King's College de Londres - afirmam que os resultados devem ser usados para tranquilizar os fumantes que tentam parar, já que mostram que as preocupações com o aumento dos níveis de ansiedade são infundadas.
No entanto, o estudo sugere que uma tentativa frustrada de abandonar o cigarro pode aumentar levemente os níveis de ansiedade entre aqueles que fumam devido a transtornos de humor.
Para aqueles que fumaram por prazer, uma recaída não alterou os níveis de ansiedade.
O estudo foi publicado dias depois de o governo britânico ter lançado uma nova campanha de publicidade antitabagismo.

http://news.psicologado.com/noticias-diversas/parar-de-fumar-diminui-ansiedade-diz-estudo

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

BANALIZAÇÃO DO CASAMENTO

BANALIZAÇÃO DO CASAMENTO

          Estamos vivendo dias de banalização do casamento. A sociedade nos pressiona para que engulamos a seco a ideia de que o casamento pode ser desfeito da forma mais simples.
            Não há simplicidade quando o assunto é casamento. Casamento é sério e complexo. Não podemos brincar de casamento, se o casal não se ama não deve se casar pois forças tremendas se levantam para anular o casamento.
          A batalha começa ainda no namoro que está sujeito a aprovação e bênção dos pais; há quem diga que nesta época de modernidade não há mais necessidade de benção paterna é cada um por si. Porém, os pais, na maioria das vezes assumem o prejuízo de um casamento mal sucedido e eles que dizem que os pais não devem influenciar nas suas opções?
          Outra forma de batalha é a aquisição da casa própria. O nosso governo diz que está incentivando, mas os requisitos para se comprar uma casa usada são elevadíssimos, haja vista a necessidade de salário fixo, margem consignável, salário arroxado. Além disso, o planejamento tem que prever as outras contas fixas que o casal terá.
          Os filhos de um casamento fracassado sofrerão. Os traumas oriundos da separação são insuperáveis... é só fazer uma pesquisa com os psiquiatras, psicólogos e psicanalistas e a estatística vai dizer. 
          Além desses fatores, percebemos que o grupo social em que o casal está inserido influencia muito para a manutenção e falência do casamento. Os homens são estimulados pelos pseudo amigos a buscarem uma aventura amorosa extra-conjugal e as mulheres estão acompanhando o mesmo pensamento. Fora isto, nota-se que mulheres solteiras, ex-casadas e até casadas estão facilitando as investidas desses homens casados e sem compromisso.
          E para surpresa, hoje em dia, os mais velhos em vez de zelarem pela manutenção dos casamentos dos jovens parecem que estão incentivando a separação. 
          Precisamos a todo custo gerar jovens responsáveis que tomem a decisão pelo casamento com convicção para que, dessa forma, não tenhamos famílias desestruturadas... filhos sofrendo... filhas depressivas, crianças desamparadas, prostituição, liberalismo e doenças sexualmente transmissíveis.
        Pais, precisamos orientar nossos filhos... adequadamente.

Reginaldo Silva de Lyra

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CRACK... LOGOTERAPIA

Resumo: Ao longo da História, o uso abusivo de substâncias psicoativas tem sido uma prática corrente em todos os grupos sociais e culturais. Na atualidade, o fenômeno da dependência química, especificamente a do crack, cresce a níveis alarmantes. Para melhor compreensão deste fenômeno, recorremos aos pressupostos da Logoterapia – abordagem centrada no sentido, criada pelo psiquiatra e psicólogo austríaco Viktor Emil Frankl (1905-1997). A proposta deste trabalho é divulgar os recursos logoterapêuticos para que sirvam como suportes no auxílio aos profissionais de saúde (médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, etc.) que se encontram envolvidos na luta contra o crack – da prevenção ao tratamento. Na busca de compreender a dependência química, foi possível vislumbrar novas dimensões da realidade, e possíveis maneiras de promover qualidade de vida e alívio do sofrimento ao usuário através do resgate de valores, da busca de um novo sentido que propicie uma forma de viver autêntica e em plenitude.
Palavras-Chave: crack, dependência química, Logoterapia, sentido da vida.


Introdução

No decorrer da História, o uso abusivo de substâncias psicoativas tem sido uma prática corrente em todos os grupos sociais e culturais. Independentemente da classe econômica do indivíduo, seu nível intelectual e cultural, o fenômeno da dependência química cresce a níveis alarmantes em nossa época.
A partir da mistura de cocaína em pó ou pasta-base de coca, água e um agente, normalmente o bicarbonato de sódio, a produção do crack parece ter sido motivada por dois fatores: grande quantidade de pasta-base e dificuldade de mandá-la para o refino, trabalho que requer estrutura especializada (UCHOA, 1996, p.37)
É difícil precisar onde surgiu sua produção e comercialização.  No século XX, mais precisamente na década de 80, a pressão policial para identificar os laboratórios de refino de cocaína que começavam a se instalar nos Estados Unidos obrigou os traficantes a espalhar a função de refino para os demais países. Entretanto, a dificuldade de exportar a massa bruta motivou seus detentores a trabalhar na produção de uma nova forma de exportá-la e comercializá-la (Id., p.37).
Antes que fosse possível prever as consequências devastadoras de seu uso, o crack já havia se espalhado, e conquistado milhões de adeptos em todo o mundo. E na atualidade, apesar de toda a campanha preventiva alertando pelos perigos do consumo desta droga, as estatísticas demonstram o crescente número de usuários.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE, 2009) o crack atinge atualmente no Brasil 1,2 milhão de pessoas que começam a usar a droga por volta dos 13 anos. O que impera nas concepções acerca do consumo do crack é a intensidade de seus efeitos e sua alta capacidade de causar dependência no indivíduo. 
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-IV:
A característica essencial da Dependência de Substância consiste na presença de um agrupamento de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos indicando que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela (DSM-IV, 2002, p.208).
Estudos neurocognitivos comprovam que os usuários de crack podem sofrer déficits neuropsicológicos relacionados à atenção, memória visual, fluência verbal, memória verbal, e ainda, interferência na capacidade de aprendizagem e das funções executivas (CUNHA et. al, apud, SILVA, 2009, p.15).  Desta forma, o abuso do crack aprisiona a saúde do indivíduo à sua avidez, provocando prejuízos cognitivos e relacionais que o imputam a uma insaciável busca dos efeitos da droga.
O crack, a droga mais destruidora já fabricada pela ganância humana, tem uso tão simples e preço tão baixo que qualquer pessoa pode carregá-lo na bolsa, até uma criança. São os reféns da droga que escraviza e mata de forma fulminante. Os pequenos cristais porosos estalam em contato com o fogo e fazem um barulho – crack!, o sentido da vida de todos eles (UCHOA, 1996, p. 33).
Para melhor compreensão deste fenômeno sob a ótica da Psicologia, recorremos aos pressupostos de uma de suas vertentes, a Logoterapia – abordagem centrada no sentido, criada pelo psiquiatra e psicólogo austríaco Viktor Emil Frankl (1905-1997). Trata-se de uma das dissidências da psicanálise freudiana surgidas em Viena e uma das muitas teorias sobre motivação básica do comportamento humano.
Através da revisão de literatura, buscamos divulgar os recursos logoterapêuticos como suportes para auxiliar os profissionais de saúde (médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, etc.) que se encontram envolvidos na luta contra o crack – da prevenção ao tratamento.


1. Conceitos Fundamentais da Logoterapia

Viktor Emil Frankl (1905-1997) é o fundador da Logoterapia, escola psicológica de caráter fenomenológico, existencial e humanista, conhecida, também como a “Psicoterapia do Sentido da Vida” ou, ainda, a Terceira Escola Vienense em Psicoterapia. Seu pensamento é embasado em suas experiências enquanto prisioneiro de campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial (PEREIRA, 2007, p.02).
Frankl vivera quase três anos como prisioneiro do governo nazista, entre 1942 e 1945. Nos campos de concentração, ele perdera sua mulher, seus pais e um irmão. Frankl referia-se a esse período como o experimentum crucis para suas idéias psicoterapêuticas (ROEHE, 2005, p.01).
A definição do termo “sentido” constitui a pedra angular sobre a qual se alicerça a visão de mundo subjacente à Logoterapia. Mas a expressão “sentido da vida” não engloba um sentido total, imutável e estático, e não deve ser analisado como tal (PEREIRA, 2008, p.01). O termo “vida” deve ser tomado como a existência concreta e singular de uma pessoa, num determinado contexto histórico e situacional.  
O homem procura sempre um significado para sua vida. Ele está sempre se movendo em busca de um sentido de seu viver; em outras palavras, devemos considerar aquilo que chamo a ‘vontade de sentido’ como um interesse primário do homem (FRANKL, 2005, p.23).
A vontade de sentido surge na forma de resposta à vida. Frankl entende que a pessoa não deveria perguntar pelo sentido, mas sim perceber-se indagada pela própria vida. Isto significa que, conforme as circunstâncias se lhe apresentam, a pessoa deve responder na forma de uma ação comprometida com um sentido pessoal. Daí a importância da responsabilidade – a capacidade para responder (FRANKL, 2005, p.54).
Juntamente com a responsabilidade vem a liberdade. O ser humano é livre para decidir em face de suas possibilidades. Porém esta liberdade é limitada. O homem sempre se encontra envolto em situações que não escolheu. Sempre já nos vimos num determinado ambiente sociocultural, já apresentamos comportamentos específicos, já vivemos num determinado ponto espaço-temporal, etc. E são justamente tais limitações que nos permitem agir livremente, pois somente há liberdade frente a um destino ou frente a vínculos (Id., p.42). Não somos livres de nossas limitações, entretanto temos liberdade para nos posicionar diante delas.
Em sua busca por sentido, o homem está sempre voltado para algo além de si mesmo, para alguma coisa que está no-mundo, o que Frankl chama autotranscendência. O que implica no fato de que ser homem significa, fundamentalmente, estar em relação com ou orientado para qualquer coisa diferente de si próprio (Id., p.41). Somente quando transcende a si mesmo é que o ser humano pode realizar sua vontade de sentido.
A autotranscendência assinala o fato antropológico fundamental de que a existência do homem sempre se refere a alguma coisa que não ela mesma − a algo ou a alguém, isto é, a um objetivo a ser alcançado ou à existência de outra pessoa que ele encontre. Na verdade, o homem só se torna homem e só é completamente ele mesmo quando fica absorvido pela dedicação a uma tarefa, quando se esquece de si mesmo no serviço a uma causa, ou no amor a uma outra pessoa. É como o olho, que só pode cumprir sua função de ver o mundo enquanto não vê a si próprio (FRANKL, 1991, p. 18).
Frankl compreende o homem em três dimensões: biológica, psicológica e noética (do grego nous, significando espírito). No entanto, coloca a dimensão noética num patamar superior, uma vez que ela abrange todas as qualidades que diferenciam o homem dos demais animais, por isso é a dimensão genuinamente humana; aqui estão os valores, a criatividade, a livre tomada de decisões, a consciência moral, etc.
Conforme mencionado anteriormente, a vontade de sentido é a motivação básica do ser humano. Tal motivação não está livre de impedimentos; a realização de sentido pode ser frustrada e então ocorre o que Frankl chama de frustração existencial (FRANKL, 2006, p.93). A frustração existencial não é, necessariamente, patológica; é uma manifestação humana (sadia) que pode evoluir para um quadro mórbido. Ocorrerá, então, uma neurose noogênica, porque se origina na dimensão noética, fruto de problemas existenciais, especificamente humanos, como, por exemplo: conflitos morais, choque de valores, sentimento de falta de sentido de vida.
Uma vez que os principais conceitos da Logoterapia foram apresentados, segue uma reflexão sobre as motivações do consumo do crack, e o seu significado na vida de seus usuários.


2. Consequências Individuais e Sociais do Uso de Crack e o Sentido Como Fator Motivacional da Dependência.  

O consumo de crack no Brasil tornou-se mais evidente em 1990. A primeira apreensão da droga no país ocorreu no ano de 1989, na grande São Paulo (LEITE, 1999, p.26).
Entretanto, o crack não é uma droga nova. Trata-se de mais um método de administração da cocaína. A infecção pelo vírus HIV é um exemplo da importância do fator via de uso na compreensão dos problemas relacionados ao consumo de drogas. Associando o vírus ao uso endovenoso, o crack surgiu como uma alternativa com potencial semelhante e ausência de riscos de infecção (GOSSOP, apud, LEITE, 1999, p.27).
Os primeiros episódios de consumo são marcados por euforia, sensação de bem-estar e desejo por repetir o uso. Com a continuidade do consumo, o dependente apresenta sintomas de ansiedade, hostilidade e depressão crônica. Em doses mais altas, surgem alucinações (visuais e auditivas) e finalmente a psicose cocaínica – extrema hipervigilância, delírios paranóides e alucinações (Id., p.27).
O consumo de crack produz imediatamente os efeitos psíquicos, com pico em cinco minutos. A intensidade da euforia obtida contribui significativamente para o potencial de dependência da droga; é também proporcional à fissura (craving) pela droga que surge logo que os efeitos começam a dissipar-se, 10 a 20 minutos depois, levando à nova administração. Os efeitos desagradáveis são igualmente intensos, contribuindo também para a readministração. As diversas readministrações podem durar dias, geralmente até o esgotamento do suprimento da droga (WEISS, apud, Leite, 1999, p.28)I.
As complicações médicas do consumo do crack são inúmeras, tanto clínicas, quanto psiquiátricas. A chamada co-morbidade é a ocorrência simultânea de dois ou mais transtornos clínicos em um mesmo indivíduo, e pode ser provocada também pelo consumo de substâncias psicoativas (LEITE et. al., 1999, p. 97). 
Além das complicações de ordem física, psicológica e emocional, a dependência do crack provoca conflitos de outras naturezas. A maior parte dos usuários acaba se envolvendo com o tráfico de drogas para manutenção do vício, o que contribui para o aumento da violência no país.
A família dos usuários de crack também é atingida brutalmente. A desestruturação é o primeiro sintoma de suas consequências. O dependente é capaz de furtar bens dos próprios familiares para evitar o sofrimento decorrente da abstinência da droga. E quando contrariado, o usuário pode agredir verbalmente e fisicamente um ente querido, e em alguns casos, tal conflito pode resultar em morte: “[...] Já vendi roupa, o carro, tudo. Tudo o que cai na minha mão é pra comprar pedra” (UCHOA, 1996, p. 149), “[...] Não gosto nem de lembrar, mas ele batia nos irmãos mais novos e agredia eu e meu marido com palavras” (Id., p. 180).
Para a Logoterapia, o ser humano é capaz de sobreviver em qualquer circunstância da vida desde que exista uma razão para suportar tal sofrimento, desde que haja um sentido pelo qual valha à pena viver – ou morrer (FRANKL, 2006, p.92).
Dentro desta perspectiva, é possível repensar a questão da dependência sob dois aspectos: o usuário começa a consumir a droga porque não encontra um sentido na vida, e/ou após o uso do crack encontra algo que o motive a continuar vivendo, mesmo que isso signifique a abreviação de sua existência: “Fico com uma sensação de vazio enorme. Nada me completa, só as pedras...” (UCHOA, 1996, p. 105).
Cada ser humano é único, e sua história de vida, singular. O sentido também varia de pessoa para pessoa, e muda no decorrer da vida em virtude da situação que se lhe apresenta. No entanto, a busca de sentido é inerente ao ser humano, e para a Logoterapia o sentido é a motivação básica do homem.
Sendo assim, a busca de sentido determina toda e qualquer ação humana. Independente de o resultado trazer consequências boas ou ruins, o sentido é o que motiva as nossas escolhas. E esta busca, quando frustrada, provoca o vazio existencial. Este pode progredir para quadros mórbidos e implicar em patologias – as chamadas neuroses noogênicas. Em decorrência desta neurose, e aliada a fatores biológicos, psicológicos e sociais, o indivíduo pode decidir-se pelo consumo de drogas como um modo de se alienar da angústia da frustração (FRANKL, 2006, p.93).
Por outro lado, se tal indivíduo ao tomar consciência das implicações dos seus atos, e apesar de todo sofrimento continua resistente em procurar tratamento, sua condição de dependência pode estar permeada por um sentido – parafraseando Frankl – pelo qual vale a pena viver ou morrer. E este sentido precisa ser reconhecido para que se possa lidar de forma efetiva com o fenômeno da drogadicção.


3. Estratégias Logoterapêuticas para o Tratamento Contra a Dependência Química.

Frankl enfatiza que somos “livres para”, mas não somos “livres de”, uma vez que estamos sujeitos aos determinismos biológicos, psicológicos e sociais (RODRIGUES, 1991, p.99). Entretanto, e isto é o grande destaque de sua teoria, o homem é também um ser espiritual, e é esta dimensão que lhe dá condições de ir além dos condicionamentos.
É importante ressaltar que a espiritualidade não está ligada à religião, mas sim a uma capacidade específica e exclusiva do homem que é a de viver por um algo além de si, por um projeto ou uma causa. E não viver esta dimensão pode ser motivo para o chamado “vazio existencial”.
E é por esta razão que, em determinados momentos, nem a vida profissional, nem as riquezas materiais ou a satisfação de todos os instintos e necessidades humanas “básicas” são suficientes para preencher o homem, para saciar a sua sede de sentido, de infinito, de valores.
Didaticamente, dividiram-se, na Logoterapia, três classes fundamentais de valor em que o ser humano pode encontrar sentido em sua existência: o valor criativo que significa dar algo ao mundo, uma tarefa, uma obra, um trabalho; o valor vivencial que compreende receber algo do mundo, ou ir de encontro ao amor de outro ser humano; e, o valor atitudinal que consiste em posicionar-se diante de sofrimentos inevitáveis.
[...] também há sentido naquela vida que – como no campo de concentração – dificilmente oferece uma chance de se realizar criativamente ou em termos de experiência, mas que lhe reserva apenas uma possibilidade de configurar o sentido da existência, e que consiste precisamente na atitude com que a pessoa se coloca face à restrição forçada de fora sobre seu ser. [...] Se é que a vida tem sentido, também o sofrimento necessariamente o terá (FRANKL, 1985, p. 67).
Para o usuário de crack, a descoberta ou o resgate destes valores é de fundamental importância para a sua recuperação durante o tratamento contra a dependência, e também, para manter-se longe das drogas durante sua vida pós-tratamento. Mais do que procurar uma “ocupação”, o indivíduo precisa encontrar um sentido em sua criação, em suas experiências, e em seu sofrimento.
Em outras palavras, o que importa é tirar o melhor de cada situação dada. O potencial humano sempre permite transformar o sofrimento numa conquista, numa realização humana. Possibilita também, extrair da culpa a oportunidade de mudar a si mesmo para melhor, e fazer da vida um incentivo para realizar ações responsáveis (FRANKL, 2006, p. 119).


3.1. Atitudes de Enfrentamento do Sofrimento e da Dor como Técnica Logoterapêutica.

Freud, em sua obra “O Mal-Estar na Cultura” aponta três modos paliativos utilizados pelo homem em busca de alívio para o mal-estar que o assola como resultado de sua inserção na civilização: a atividade científica, a religião e a intoxicação (QUEIROZ, 2001, p.10). Na tentativa de evitar o sofrimento, o organismo busca satisfação em processos psíquicos internos, objetivando tornar-se independente do mundo externo, e, além disso, proporcionando sensações prazerosas (Ibid., p.10).
Partindo da idéia de Freud, de que o homem busca formas de alienar-se para atenuar o desconforto da civilidade, é possível conceber que, durante o tratamento contra a dependência, é necessário que o indivíduo tenha uma atitude de enfrentamento do sofrimento e da dor. Esta condição de transformar o sofrimento em algo construtivo é a base da filosofia logoterapêutica.
O crack desempenha um papel tão significativo na vida do usuário, que torná-lo consciente dessa dimensão pode contribuir muito para a sua capacidade de superar seus obstáculos. A responsabilidade por suas escolhas, o apropriar-se de si, e das consequências de seus atos, é o primeiro passo no processo de reabilitação do paciente.  
Assumir a responsabilidade por sua condição é admitir sua liberdade de escolha, e não considerar-se joguete nas mãos do destino. Entretanto, esta atitude responsável só aparece na medida em que o indivíduo – seja ele dependente químico ou não – atinge certa maturidade em seu desenvolvimento. É difícil para o indivíduo enxergar suas possibilidades, quando não consegue vislumbrar suas limitações e sua culpabilidade.
Frankl, usando os termos da antropologia de Jaspers, fala na realização dos valores de atitude diante da tríade trágica da dor, da culpa e da morte. Considera privilégio específico do homem saber sofrer, assumir a culpa e considerar a transitoriedade e a finitude da vida (XAUSA, 1986, p. 163).
Deparar-se com a própria morte, admitir a fragilidade da vida pode levar o indivíduo a repensar sua postura frente às circunstâncias, e propiciar a descoberta de novas possibilidades, além de proporcionar uma oportunidade de ressignificar suas experiências.
Diante do exposto, é possível perceber que a logoterapia prescinde de técnicas, pois o que pretende, de fato, é confrontar o paciente com o sentido de sua vida e reorientá-lo para a busca desse significado. Desta forma, a atitude frente ao sofrimento é o ponto de partida para a reabilitação do dependente químico, e esta mudança na conduta envolve responsabilidade por suas escolhas – passadas e futuras.  


Considerações Finais

É preciso considerar que, a privação do consumo de crack implica em sofrimento físico e psíquico, o que impulsiona o usuário a evitar a abstinência. No entanto, o seu uso, além de atenuar este sofrimento, traz consigo benefícios para o indivíduo (sensação de prazer, alienação, atenção dos familiares, etc.).  
Frankl preconiza a importância de descobrir sentido no sofrimento, ou seja, transformar a dor em algo construtivo, em aprendizado. E para isto, o indivíduo precisa ser responsável.
É comum ao usuário de drogas, atribuir culpa a algo fora de si, numa tentativa de justificar suas escolhas. Ao procurar esquivar-se da culpabilidade, o usuário passa a viver em função de algo ou de alguém que a seu ver, tem o poder de decisão sobre a sua vida.
A responsabilidade é o ponto de partida para o tratamento contra a dependência química. Responsabilizar-se por suas escolhas – conscientes ou inconscientes, significa apropriar-se da sua própria condição humana. Agindo assim, o indivíduo será livre para escolher a atitude pessoal frente a toda e qualquer circunstância.
Durante o tratamento contra a dependência química, é função do terapeuta, desafiar o usuário com um sentido em potencial a ser por ele realizado. Somente assim despertaremos do estado latente a sua vontade de sentido.
É importante ressaltar que, o sentido é peculiar a cada ser humano. Cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida. O que importa não é o sentido da vida de um modo geral, mas antes o sentido particular da vida de uma pessoa em dado momento.
A descoberta de um sentido é o que irá preencher o vazio existencial – ocasionado pela abstinência da droga, e nortear a vida do dependente químico durante e após o tratamento. E é o sentido que irá prevenir contra possíveis recaídas.
A Logoterapia é mais que uma técnica a ser usada no tratamento contra a dependência química. Seus conceitos-chave podem ser considerados como um alicerce para toda conduta humana. Mais que uma abordagem, a Logoterapia é um estilo de vida, uma forma de ver o mundo, e de posicionar-se diante dele.
Independente do momento vivido ou da dificuldade a se enfrentar, assumir uma postura logoterapêutica frente às circunstâncias significa apropriar-se de si, e buscar um sentido que proporcione uma forma de viver autêntica e em plenitude.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/abordagens/logoterapia/os-usuarios-de-crack-e-a-busca-de-sentido-uma-leitura-logoterapeutica-da-dependencia#ixzz2FK6mdhtn 
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HIPERCONECTIVIDADE E DEPRESSÃO


Estudos indicam como o excesso de conexões 

pode afetar o cérebro de depressivos

Imagens mostram como o córtex frontal (região em vermelho) de pessoas com depressão (à esquerda) é mais fortemente conectado ao resto do cérebro quando comparado com pessoas saudáveis (à direita). Imagem: Reprodução
É fato conhecido que pessoas com depressão costumam ter problemas de concentração, ansiedade e memória. Agora, como indicou uma matéria publicada na Scientific American, estudos têm ligado esses problemas ao excesso de sinais trocados entre as áreas relacionadas à concentração, humor e pensamento consciente. Em outras palavras, o cérebro de quem tem depressão é mais “conectado” do que o de pessoas saudáveis.
Em um desses estudos, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles usaram imagens de ressonância magnética funcional e eletroencefalografia para medir a atividade cerebral de pacientes deprimidos em repouso. Eles descobriram que, nessas pessoas, rolava uma enxurrada de mensagens neurais entre as áreas corticais límbicas (responsáveis por produzir e processar as emoções). Pessoas saudáveis também apresentam essa conexão, mas não de forma tão ativa (veja a imagem acima). Para os autores do estudo, esses sinais podemamplificar os pensamentos negativos dos deprimidos e agir como um ruído que os impede de prestar atenção às mensagens neurais positivas – aquelas que lhes dizem para seguir em frente.
Outro trabalho, feito pelo psiquiatra Shuqiao Yao da Central South University, na China, e publicado em abril na Biological Psychiatry, também revelou que pessoas propensas a ficarem repetindo continuamente pensamentos negativos apresentam conexões mais fortes entre certos circuitos córtico-límbicos. Por outro lado, menor conectividade em outros desses circuitos corresponde à perda de memória autobiográfica, que é outra coisa comum na depressão.
Por fim, um estudo publicado também este ano na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, trouxe outro achado importante nesse sentido: a terapia eletroconvulsiva, (antes conhecida como terapia de choque) realmente alivia os sintomas da depressão e diminui as conexões na região cerebral onde os sistemas cortical e límbico se cruzam. Mais uma prova dessa relação.
Ainda não se sabe com certeza se a hiperconectividade entre essas áreas cerebrais é causa ou efeito da depressão. Mas tudo indica que esse pode ser um bom alvo para o desenvolvimento de novas drogas e tratamentos.

Ana Carolina Prado 30 de agosto de 2012
http://super.abril.com.br/blogs

AMBIVALÊNCIA NO TRÂNSITO

AMBIVALÊNCIA NO TRÂNSITO

Na semana passada pude perceber que existe uma ambivalência no que diz respeito à educação no trânsito.
      Hoje, com o avanço tecnológico a informação flui cada vez mais rápida e temos necessidades de andar na velocidade, se possível, da propagação da luz. Com isto, o que se observa no trânsito é uma voracidade exacerbada para se chegar a algum lugar.
   Em função da urgência de "chegar", pode-se perceber, as pessoas tornam-se quase que robotizadas, frias e sem sentimentos... a minha prioridade é superior a do outro e, dessa forma, sempre as pessoas farão de tudo para terem a primazia, ainda que isto coloque em risco a vida de alguém.
       Diante da  lógica  que esse  momento nos  propor-ciona surge um caso que contraria a evidência... " eu fui levar a minha esposa para o trabalho e, como sempre, o trânsito estava caótico na cidade de São Gonçalo. A surpresa é que enquanto aguardava o melhor momento para adentrar na via, um motorista de um veículo novo e possante parou seu carro franqueando gentilmente a minha entrada. Agradeci e entrei... neste momento fui invadido de uma profunda reflexão! Ainda existem pessoas que mantem a educação e gentileza nesses últimos dias".
    Amigo leitor, podemos tornar o trânsito da nossa cidade melhor.

REGINALDO SILVA DE LYRA

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