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PSICANÁLISE: SAÚDE FÍSICA E EMOCIONAL

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

POR QUÊ ADOECEMOS?

Psicossomática - Porque adoecemos?

BOM HUMOR e a SAÚDE


É uma estratégia que está disponível e ao alcance de qualquer um de nós, que pode trazer SAÚDE FÍSICA e bem-estar e a produção pessoal de felicidade.

Bom humor está sendo considerado como importante elemento terapêutico para melhorar a saúde ocional e física. O bom humor constroem a nossa alma ou psique


Precisamos aprender a utilizar nossos neurônios, e as substâncias químicas, que são produzidas internamente no nosso cérebro, através dos neurotransmissores, então está  tarefa da comunicação.

As endorfinas (neurotransmissores) agem em todo o sistema do corpo humano de forma especial. Eles atuam no aspecto psicológico. Seu propósito é manter a "felicidade", nos tornar imunes as doenças na construção do nosso bem-estar.


O organismo produz endorfinas (neurotransmissores) que estimulam nossa relação com o mundo. A sensação de harmonia e serena alegria, que podemos melhor estabelecer contato com o cotidiano. A produção das endorfinas (neurotransmissores) ocorre naturalmente em nosso corpo através da:

1 - prática esportiva,
2 - dos exercícios mentais,
3 - ou em atividades prazerosas - como rir, estar com pessoas que se gosta, conversar, sair para ver vitrine, ver carros bonitos, uma piada, etc....


AGORA PENSE = COMO ANDA SUA VIDA OU EMOÇÃO?

Pois muitas pessoas, em algumas situações do seu cotidiano, vivenciam  problemas emocionais, que elas não conseguem  recursos emocionais para resolvê-los, de forma satisfatória.
Situações que geram estresses, exemplo: 
perdas financeiras,
perdas emocionais,
perdas físicas,
perdas profissionais entre tantas perdas


SÓ EXISTEM DOIS TIPOS DE EMOÇÕES
  
.

Fazendo o indivíduo ficar mais fragilizado emocionalmente e "abalado". Neste momento, instala-se os primeiros sintomas somáticos que "disfarçados" em forma de doenças, ditas psicossomáticas (seja elas desde uma simples dor de cabeça, uma gripe, a  herpes, até as mais sérias como o câncer, AVC etc...).

Busque descobrir, o que este sintoma ou doença quer lhe "dizer", pense nestas questões:

1o - O que está DOENÇA ou este SINTOMA te impede?

2o - O que está DOENÇA ou este SINTOMA te obriga?

3o - O que aconteceu com você anos, meses ou dias antes está DOENÇA ou do SINTOMA aparecer?

4o -  O que você gostaria de estar fazendo, agindo ou até deixando de fazer e não consegue devido a está DOENÇA ou SINTOMA ?

5o -  Existem alguma pessoa ou alguma situação que você gostaria de desabafar e não consegue?

6o - Com o que sua DOENÇA ou este SINTOMA parece?

Devido a estas questões, muitas vezes os sintomas originados de sua psiqueemoção, mente   instala-se no seu corpo (soma). Então precisamos resolver  nossas questões emocionais. Ou  a qualquer momento, nosso corpo  irá nos obrigar a dar uma parada,  através do sintoma físico que é a doença.


Precisamos saber QUEM SOMOS





I
N
C
O
G
R
U
E
N
T
E
S






Pois quando somos incongruentes entre o que realmente  somos e o que sentimos, ou queremos genuinamente, a não congruência, causará o sofrimento e até o nosso adoecer.  Pois estas defesas, causam o desiquílibrio, onde não teremos outros recursos, de como  resolver as questões, que nos aflingem diariamente, no nosso consciente, ou em diversas questões diárias.

 
Então o único recurso viável de nossa psique ou mente   será de inconscientemente "precisar" usar o aparecimento algumas doenças.


Pois quem não sabe como resolver a psique parece querer  "resolver" tais questões, como por exemplo:
- Uma dor de cabeça que aparece, para que eu não pense no problema que me aflinge,
- Uma infecção na garganta para não falar dos sentimentos que geram os problema



Então precisamos resolver URGENTE, nossas questões emocionais advindas da nossa psique, para não precisarmos adoecer, devidos a estas questões emocionais, que ainda não foram elaboradas. pois aí o corpo manifestará os nossos sintomas emocionais através dos sintomas físicos ou do corpo (soma).



PENSE   COMO   VOCÊ   ANDA   VIVENDO

1o----- Quando nos sentimos constantemente inseguros.

2o ----- Vivemos com o sentimento de culpa (sentimos sempre a sensação de que algo  está errando dentro da minha psique).

3o ----- Desânimo em todas tarefas, vivem adiando o começar de um NOVO PROJETO.

4o ----- Falta de vontade de levantar e acordar para enfrentar o dia novo.

5o ----- Uma tristeza que insiste em chegar mesmo sem nenhuma causa real.


6o ----- A sensação de vazio é constante, e muitas vezes uma vontade terrível de sumir pois todos parece que estão causando esse desgaste.


7o ----- Existe também os que estão cheios de manias, tiques nervosos, etc 

8o ----- Outros com medos (que provocada uma grande ansiedade em algumas tarefas comuns e bem normais), de fobias.
Momento de descobrir quem somos.

E tirar as máscaras (ou "defesas" que desenvolvemos ao longo da vida, EVITANDO sofrer).












SISTEMA LÍMBICO ----- SEDE DAS EMOÇÕES
 SINAPSES - NEUROTRANSMISSORES



FAÇA A SOMATÓRIA 
Calcule como o nível de estresse vivido e veja como anda sua emoção. Somando os fatores estressores ou acontecimentos vivdos nos 2 anos

 
 

Calcule seu nível de estresse na tabela acima.


DECIDA SER FELIZ APESAR DE TUDO
O fato de ser feliz ou não, não depende do outro e sim de minha disposição e atitude com relação as escolhas de minha vida. Pois a única pessoa que pode motivar minha felicidade sou eu mesma, o outro pode até me ESTIMULAR a felicidade, mas a decisão é sempre minha....

Devo decidir e determinar ser feliz em cada situação, momento da nossa vida.

Imagine se nossa felicidade dependesse de outra pessoa, coisa ou circunstância poderia ficar com sérios problemas, quando não temos tal coisa...

Então decida SER FELIZ AGORA!

Se tiver sua casa vazia ou cheia: SOU FELIZ!
Se vai sair acompanhada ou sozinha: SOU FELIZ!
Se o seu emprego é bem remunerado ou não: SOU FELIZ!
Se é casada ou solteira: decida SOU FELIZ por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza".

Quando alguém que amamos morre, temos o direito de ficar triste demais, pois éramos uma pessoa feliz, com está pessoa, passamos a viver MOMENTOS de INEVITÁVEL TRISTEZA, chamamos do processo de luto, mas que tem um tempo para terminar, este tempo pode durar 1, 2, 3 ou mais anos, mas depois a vida tem que seguir seu curso...

Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem, hoje não posso ser feliz
- porque estou DOENTE,
- porque não tenho DINHEIRO,
- porque faz muito CALOR,
- porque alguém me MAGOOU ou insultou,
- porque alguém deixou de me AMAR,
- porque eu não soube me dar valor,
- porque meu marido não é como eu esperava,
- porque meus filhos não me fazem felizes,
- porque meus amigos não me fazem felizes,
- porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Indepedente do que estamos vivendo, pois às vezes passamos por situações horríveis, ainda podemos escolher passar com ESPERANÇA.

Ame a vida, o que ela está "te dando", pois PERCEBO que os sofrimentos nos tornam pessoas melhores....
Quem nunca sofreu FRUSTRAÇÕES, acostuma-se só com o BEM-ESTAR, mas não porque é fácil mas só por hábito.

Como indivíduo decida SER FELIZe e se responsabilize por sua felicidade. Pois quando eu tiro essa obrigação do outro, seja ele meu marido, meus pais, meus amigos, meu emprego, ou de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros.

A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma poderá conseguir até um casamento BEM SUCEDIDO por longos anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade!

SEJA FELIZ.....
-  mesmo que faça calor,
-  mesmo que esteja doente,
- mesmo que não tenha dinheiro,
- mesmo que alguém tenha lhe machucado,
- mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

Peça apenas ao nosso senhor e salvador JESUS CRISTO, que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar e coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas com sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

E QUE CONSIGAMOS SER FELIZ APESAR DE TUDO........


http://cassiarodriguespsicanalise.blogspot.com.br/p/psicossomatica.html











A CONSEQÜÊNCIA DE BEIJAR OS FILHOS NA BOCA

 
A Conseqüência de Beijar os Filhos na Boca

Uma das primeiras conseqüências de beijar os filhos na boca, já nos primeiros dias de vida, é a transmissão de bactérias as quais os bebês ainda não possuem defesas. Segundo o presidente da Associação Odonto-criança, Daniel Korytnicki, que concorda com a citação do infectologista Milton Lapchik, além da cárie, “o estalinho pode transmitir algumas doenças, como herpes simples, micoses e outras infecções causadas por vírus”, as quais muitas vezes ficam imperceptíveis na pele, mas que geram indisposição física, sendo necessária a intervenção medicamentosa.
A pedagoga Jane R. Barreto, ressalta que a criança imita os adultos, tanto os familiares, como os vistos em programas televisivos e filmes. Porém a representação desses papéis adultos, não significa que a criança esteja pronta para a compreensão global do que certas atitudes que imitam, representam, pois permanecem na inocência característica da infância. Nesta situação, dramatizar o que viu, cantar e dançar músicas com cunho erótico para o adulto não possui a mesma conotação para as crianças, mas as expõe. A criança, por se estruturar através da fantasia mediada pela realidade, vive no faz de conta a concepção de um amor dentro do conhecimento que possui do amor de seus pais: príncipes e princesas que desejaram estar juntos e serão felizes para sempre. Mesmo famílias que possuem desentendimentos constantes em frente a criança, pelo infante não conhecer outra realidade, acaba por considerar que esta forma de relacionamento é a normal. A autora ainda ressalta que “Adultos não devem beijar crianças na boca, se alimentar na mesma colher, assoprar a comida, ou ainda recolher a chupeta, quando a mesma cair no chão, levando-a à boca, para “tirar as bactérias”, e depois colocar na boca da criança, evitando assim a transmissão de Hpilori, carie, herpes, sapinhos, entre outros... eles ainda estão criando imunidade, não tem a defesa orgânica que os adultos têm. Além da questão saúde, devem permanecer atento ao comportamento, pois se os infantes julgarem que esse costume familiar é natural, repetirão com todos adultos que tiverem contato. Neste sentido o diálogo com seus filhos se torna fundamental, esclarecendo que essa atitude só deverá ocorrer no seio familiar, pois, com a ingenuidade natural da criança, pode acontecer dela entender que, uma vez que seus pais a beijam na boca, pode repetir o gesto com outros de seu vínculo.”.
Giselle Castro Fernandes também ressalta que criança não beija na boca e não namora. Criança tem amiguinhos mais chegados ou não. Nas escolas, presenciam-se alguns coleguinhas andar de mãos dadas dizendo-se namoradinhos, ou como relatou uma mãe de uma criança de 3 anos: “Minha filha está preocupada com quem vai se casar, pois um amiguinho casará com uma de suas amigas, o outro com outra e assim consecutivamente.”. Situações como essas, além de gerar ciúmes, provocam também uma preocupação inadequada para a idade, privam a criança da infância, sem nenhuma razão! O trabalho dentro do espaço escolar de esclarecer a educadores e pais sobre este aspecto é fundamental.
Para os pais, o namoro infantil pode ser interpretado como uma brincadeira, mas é preciso que se alerte quanto às consequências disso. Uma criança de dois ou três aninhos, acostumada a dar o “selinho” em seus pais, a tomar banho junto com o sexo oposto adulto ou a dormir na cama do casal, dependendo de como o adulto brinca ou sente essa situação, poderá desenvolver a erotização precoce de algumas áreas de seu corpo e este fator pode novamente privá-la da inocência da infância. Assim, casos esses comportamentos sejam rotinas dentro da família, precisam ser conversados e orientados dentro do entendimento de cada fase, lembrando sempre que a criança possui uma compreensão relacionada ao corpo bem diferente do adulto. Valdeci Rodrigues questiona: “Numa época em que a pedofilia precisa ter um amplo combate, como ficam a cabeça desses garotos e garotas que escutam na própria escola que para fugir do baixo astral é melhor "beijar na boca"?”. Essa reflexão é primordial para a educação infantil para pais e educadores.
Giselle Castro Fernandes continua sua reflexão alertando que “Na família existe o papel do pai e da mãe – que, juntos, formam um casal que dorme junto, que beija na boca! O papel dos filhos é outro. São crianças, e criança não beija na boca, não dorme na cama dos pais, etc. Trata-se de demarcar esses limites de maneira bem clara. Do contrário, fica difícil definir o papel do adulto e da criança. Para ela, criança, dar o “selinho” é o mesmo que namorar.”. Enfatiza ainda que “Filhinho (a) não é namorado e, portanto, não beija igual. Beija no rosto, abraça, acaricia, mas nada que se confunda com o carinho ou com o amor do adulto, do casal. Há uma preocupação muito grande (e justa) dos pais, de se atualizarem, de não se distanciarem de seus filhos, mas isso pode e deve ser feito, sem que se abra mão de seu papel, o papel de pai e de mãe, aqueles que representam o porto seguro aos filhos, aqueles que são “adultos”, que orientam, seguram a barra e que deixam muito bem definida a posição de criança e de adulto na família. Pode se ter a certeza de que os filhos, no futuro, agradecerão muito a seus pais que não abriram mão do papel com a função paterna – no sentido literal de força, de limite e da função materna – de cuidado, proteção. Amor entre adultos é diferente do amor pelas crianças, pelos filhos. Portanto, o beijo é também diferente e nem por isso menos carinhoso!”. Se incentivarmos a infância de nossos pequenos, eles irão amadurecer no tempo certo, não precisamos acelerar nada. Dentro desta linha de pensamento, a conseqüência de beijar o filho na boca propicia uma confusão de papéis, sendo esta desnecessária ao aprendizado infantil.

Como a concepção do adulto o beijar na boca esta relacionado a sexualidade, vale ressaltar as colocações de Lulie Macedo que cita que “Desde que o mundo é mundo, as crianças não brincam de médico à toa: a aventura do descobrimento começa já nos primeiros meses, quando o bebê experimenta o prazer de explorar o próprio corpo, e se acentua nos anos seguintes, quando sua atenção se volta para o corpo dos pais e de outras crianças.”. Esse descobrimento corporal é natural do ser humano e deve ser compreendido dentro desta lógica. Assim, tocar no próprio corpo faz parte da tarefa de entender o mundo e a autora acima complementa que “o prazer em manipular os órgãos sexuais é uma das primeiras descobertas.”. “Ela não sabe o que é certo ou errado, quais são os códigos sociais, a diferença entre o público e o privado. Cabe aos pais e educadores ensinar que ali não é lugar para isso.”, afirma Maria Cecília. Desta forma a criança entenderá o sentido de privacidade e respeito ao próprio corpo, bem como ao corpo das demais pessoas.
Essa autora também cita que “O problema não está na exploração sexual do próprio corpo ou nas brincadeiras entre crianças da mesma idade. Prejudicial é a repressão do adulto a essas atitudes, quando ele grita, proíbe, bate ou põe de castigo. Fazendo isso ele transmite a noção de que aquilo é errado, quando na verdade essas atitudes são tão naturais quanto aprender a andar, falar, brincar”, afirma Maria Cecília Pereira da Silva, psicanalista e membro da ONG Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual. – “Sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada um direito humano básico. O "exibicionismo" infantil faz parte da fase de exploração dos corpos. Como um brinquedo novo, a criança quer mostrar aos outros, o que já descobriu. Quanto à menina que adora levantar a roupa e mostrar o bumbum, por exemplo, pode estar imitando algo que viu na TV. Em qualquer situação, cabe aos adultos começar a ensinar a noção de intimidade.”.
O trabalho educacional desenvolvido para a Educação Infantil neste assunto é permeado de observação e reflexão. Ao demonstrar e questionar a criança a respeito da conseqüência de constantemente tocar nos olhos, ouvidos, colocar a mão na boca, no nariz, em suma, questioná-la sobre a conseqüência de explorar o corpo e relacionar essa conseqüência ao toque dos órgãos genitais, a faz compreender que tocar demasiadamente ou sem as mãos estarem limpar, pode gerar ardência dos locais tocados. Ressaltar o uso de peças íntimas (calcinhas e cuecas) para proteger o “fazedor de xixi” e o “fazedor de coco”, é primordial para esse aprendizado, bem como também explicar que o momento de banho, é um momento privado. Desta forma, a criança compreenderá a restrição quanto a onde se tocar e não quanto a se tocar.
Dois outros aspectos importantes é saber: até quando os adultos podem ficar nus em frente aos filhos, sendo recomendado que se esta situação é vista com naturalidade, só por volta dos 7 ou 8 anos, as crianças solicitam a própria privacidade e esta deve ser respeitada. Outro aspecto é relacionado ao fato do imprevisto de a criança visualizar o ato sexual, sendo importante conversar a respeito, mesmo que ela não pergunte ou não queria voltar a esse assunto. Lembre-se que se esta situação ocorreu, o descuido foi dos pais e estes devem-se preparar para que esta conversa não gere culpa no infante, nem jamais culpá-lo. Se ocorrer dificuldade frente a esse assunto, é imprescindível buscar auxílio profissional, prevenindo fantasias desconfortáveis a esse respeito primordial na formação do ser humano.
Assim, evidencia-se algumas conseqüências de beijar os filhos(as) na boca, ressaltando que se o filho for respeitado em seu desenvolvimento, terá uma infância saudável e feliz.
 
“Quem não ama adoece!". Sigmund Freud
 
 Rachel Cantelli – Psicóloga Clínica e Escolar

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

RESENHA: O NARCISISMO




RESENHA: O NARCISISMO



Fonte: Elisabeth Roudinesco; Michel Plon. DICIONÁRIO DE PSICANÁLISE. TRADUÇÃO: Vera Ribeiro ( psicanalista )e Lucy Magalhães ( letras neolatinas ). Editora ZAHAR, 1998.


         al. Narzissmus; esp. narcisismo; fr. narcissisme; ing. Narcissism

         Termo empregado pela primeira vez em 1887, pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911), para descrever uma forma de fetichismo* que consiste em se tomar a própria pessoa como objeto sexual.
         O termo foi depois utilizado por Havelock Ellis*, em1898, para designar um comportamento perverso relacionado com o mito de Narciso. Em 1899, em seu comentário sobre o artigo de Ellis, o criminologista Paul Näcke (1851-1913) introduziu o termo em alemão.
         Na tradição grega, o termo narcisismo designa o amor de um indivíduo por si mesmo. A lenda e o personagem de Narciso foram celebrizados por Ovídio na terceira parte de suas Metamorfoses.
         Filho do deus Céfiso, protetor do rio do mesmo nome, e da ninfa Liríope, Narciso era de uma beleza ímpar. Atraiu o desejo de mais de uma ninfa, dentre elas Eco, a quem repeliu.
         Desesperada, esta adoeceu e implorou à deusa Nêmesis que a vingasse. Durante uma caçada, o rapaz fez uma pausa junto a uma fonte de águas claras: fascinado por seu reflexo, supôs estar vendo um outro ser e, paralisado, não mais conseguiu desviar os olhos daquele rosto que era o seu. Apaixonado por si mesmo, Narciso mergulhou os braços na água para abraçar aquela imagem que não parava de se esquivar. Torturado por esse desejo impossível, chorou e acabou por perceber que ele mesmo era o objeto de seu amor. Quis então separar-se de sua própria pessoa e se feriu até sangrar, antes de se despedir do espelho fatal e expirar. Em sinal de luto, suas irmãs, as Náiades e as Díades, cortaram os cabelos. Quando quiseram instalar o corpo de Narciso numa pira, constataram que havia se transformado numa flor.
         Até o fim do século XIX, o termo narcisismo foi utilizado pelos sexólogos para designar seletivamente uma perversão sexual caracterizada pelo amor dedicado pelo sujeito* a si mesmo.
         Em 1908, Isidor Sadger* falou do narcisismo, a propósito do amor próprio, como uma modalidade de escolha de objeto* nos homossexuais; distinguiu-se de Havelock Ellis ao considerar o narcisismo não como uma perversão*, mas como um estádio normal da evolução psicossexual do ser humano.
         O termo narcisismo surgiu pela primeira vez na pena de Freud numa nota acrescentada em 1910 aos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade*.
         Falando dos “invertidos” e, portanto, ainda não utilizando a palavra “homossexual”,
Freud escreveu que eles “tomam a si mesmos como objetos sexuais” e, “partindo do narcisismo, procuram rapazes semelhantes à sua própria pessoa, a quem querem amar tal como sua mãe os amou”.
         Em 1910, em seu ensaio “Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância” (1910), e em 1911, no estudo que fez sobre o caso Schreber*, Freud, a exemplo de Sadger, considerou o narcisismo um estádio* normal da evolução sexual.
         Foi em 1914, em “Sobre o narcisismo: uma introdução”, que o termo adquiriu o valor de um conceito. Fenômeno libidinal, o narcisismo passou então a ocupar um lugar essencial na teoria do desenvolvimento sexual do ser humano.
         A elaboração desse texto apoiou-se no estudo das psicoses* e, principalmente, na contribuição da Karl Abraham*. Sem utilizar essa palavra, o berlinense, num texto de 1908 que versava sobre a demência precoce, havia descrito o processo de desinvestimento do objeto e convergência da libido* para o sujeito: “O doente mental dedica a si mesmo, como objeto sexual único, toda a libido que o homem normal volta para o meio vivo ou animado. A superestimação sexual diz respeito tão somente a ele.”
         Freud adotaria essa definição da psicose na vigésima sexta lição das Conferências introdutórias sobre psicanálise*.
         No texto de 1914, a observação do delírio de grandeza no psicótico levou Freud a definir o narcisismo como a atitude resultante da transposição, para o eu* do sujeito*, dos investimentos libidinais antes feitos nos objetos do mundo externo. Freud observou então que esse movimento de retirada só pode produzir-se num segundo tempo, este precedido de um investimento dos objetos externos por uma libido proveniente do eu. Assim, podemos falar de um narcisismo primário, infantil, que a observação das crianças, bem como a dos “povos primitivos”, ambos caracterizados por sua crença na magia das palavras e na onipotência do pensamento, viria confirmar. O narcisismo primário diria respeito à criança e à escolha que ela faz de sua pessoa como objeto de amor, numa etapa
precedente à plena capacidade de se voltar para objetos externos.
         Assim, Freud é levado, no que constitui um dos pontos fortes desse texto, a considerar a existência permanente e simultânea de uma oposição entre a libido do eu e a libido do objeto, e a formular a hipótese de um movimento de gangorra entre as duas, de tal sorte que, se uma enriquece, a outra empobrece, e vice-versa.
         Nessa perspectiva, a libido de objeto, em seu desenvolvimento máximo, caracteriza o estado amoroso, ao passo que, inversamente, em sua expansão máxima, a libido do eu fundamenta a fantasia* do fim do mundo no paranoico.
         O desenvolvimento teórico constituído por esse texto implicou uma primeira reformulação da teoria das pulsões*, desaparecendo a separação entre pulsões do eu e pulsões sexuais e sendo o eu definido como “um grande reservatório de libido”.
         Antes desse avanço teórico, porém, Freud deparou com um obstáculo a propósito do narcisismo primário no momento de definir a relação deste com o auto-erotismo que fora identificado nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Assim, postulou um desenvolvimento do eu em dois tempos, com “uma nova ação psíquica” seguindo-se ao auto-erotismo, para que fosse possível atingir o estádio do narcisismo primário. Quando queremos estabelecer uma correspondência entre esse desenvolvimento e a evolução pulsional, a passagem das pulsões sexuais parciais para sua unificação, somos levados a considerar que o narcisismo infantil ou primário é contemporâneo da constituição do eu.
Como se pode constatar, e o próprio Freud o reconheceu, a questão da localização do narcisismo primário levanta inúmeras dificuldades.
                  Ele é, segundo Freud, mais difícil de observar que de deduzir. Todavia, a título de observação indireta, Freud destacou a admiração parental por “his majesty the baby” como sendo a manifestação, nos pais, de seu próprio narcisismo primário abandonado, em cujo lugar constituiu-se progressivamente seu ideal do eu.
         “O amor dos pais”, escreveu Freud, “tão tocante e, no fundo, tão infantil, não é outra coisa senão seu narcisismo renascido, que, a despeito de sua metamorfose em amor de objeto, manifesta inequivocamente sua antiga natureza.”
         No contexto da elaboração da segunda tópica*, Freud retornou a essa questão da localização do narcisismo primário, que foi então situado como o primeiro estado da vida — anterior, portanto, à constituição do eu —, característico de um período em que o eu e o isso* são indiferenciados, e cuja representação concreta poderíamos conceber, por conseguinte, sob a forma da vida intrauterina. Como assinalam Jean Laplanche e Jean-Bertrand Pontalis, essa nova formulação teve por conseqüência apagar qualquer distinção entre o auto-erotismo o narcisismo, e “é difícil discernir, do ponto de vista tópico, o que é investido no narcisismo primário entendido dessa maneira”.
         A definição do narcisismo secundário é menos problemática e a formulação da segunda tópica não modifica sua concepção, muito embora, a partir da redação de Mais-além do princípio de prazer*, Freud viesse a abandonar cada vez mais esse conceito, cuja ausência convém assinalarmos no Esboço de psicanálise*. O narcisismo secundário ou narcisismo do eu, portanto, no início da década de 1920, mantém-se como o resultado, manifesto na clínica da psicose, da retirada da libido de todos os objetos externos. Mas o narcisismo secundário não se limita a esses casos extremos, uma vez que o investimento libidinal do eu coexiste, em todo ser humano, com os investimentos objetais, havendo Freud postulado a existência de um processo de equilíbrio energético entre as duas formas de investimento que participam de Eros, a pulsão de vida, e de seu combate contra as pulsões de morte. Por outro lado, e isso atesta o caráter incontornável que teve esse conceito na evolução da teoria freudiana do desenvolvimento psíquico, o narcisismo constitui, desde o texto de 1914, o primeiro esboço do que viria a se transformar no ideal do eu*.
         A despeito de suas insuficiências e de seu estatuto ambíguo, o conceito de narcisismo serviu de ponto de partida para inúmeras elaborações pós-freudianas.
         Efetuando uma análise espectral do conceito de narcisismo, André Green, em 1976, fez o recenseamento do “destino do narcisismo” depois de Freud, sublinhando que os psicanalistas “dividiram-se em dois campos conforme sua posição a respeito da autonomia do narcisismo”.
         Em nome da defesa dessa autonomia, convém assinalar a contribuição do psicanalista francês Bela Grunberger, que concebeu o narcisismo como uma instância psíquica da mesma ordem que as instâncias freudianas da segunda tópica, e a do psicanalista norte-americano Heinz Kohut*, que, a partir da clínica dos distúrbios narcísicos, contribuiu para o desenvolvimento da corrente da Self Psychology*. Em contraste com essas concepções, Melanie Klein*, postulando a existência primária de relações de objeto, foi levada a rejeitar tanto a idéia de narcisismo primário quanto a de estádio narcísico, falando tão somente em estados narcísicos ligados a retornos da libido para objetos internalizados.
         Foi sobre o ponto até hoje confuso da localização do narcisismo primário e de sua relação com a constituição do eu que se fundamentou a concepção lacaniana do estádio do espelho*, desenvolvida em 1949. Para Jacques Lacan*, o narcisismo originário constitui-se no momento em que a criança capta sua imagem no espelho, imagem esta que, por sua vez, é baseada na do outro, mais particularmente da mãe, constitutiva do eu. O período de auto-erotismo, portanto, corresponde à fase da primeira infância, período das pulsões parciais e do “corpo despedaçado”, marcado por aquele “desamparo originário” do bebê humano cujo retorno sempre possível constitui uma ameaça, a qual se encontra na base da agressividade.
         Articulada com a teoria lacaniana, que reconhece a existência do narcisismo primário antes mesmo do estádio do espelho, a reflexão de Françoise Dolto* situou as raízes do narcisismo no momento da experiência privilegiada que é constituída pelas palavras maternas, mais centradas na satisfação de desejos do que no atendimento de necessidades.
         Esta abordagem é interessante, pois os autores fazem um levantamento da tradição grega, e verificam que o termo narcisismo designa o amor de um indivíduo por si mesmo.
         É enfatizado que no fim do século XIX, o termo narcisismo foi utilizado pelos sexólogos para designar seletivamente uma perversão sexual caracterizada pelo amor a si mesmo. Mas Em 1908 Isidor Sadger não concordava com esses argumentos, pois acreditava que o narcisismo era um estágio normal da evolução psicossexual do ser humano.
         Outra abordagem muito interessante é a comparação dos homossexuais com os “invertidos”, haja vista que de acordo com Freud eles “tomam a si mesmos como objetos sexuais” e, “partindo do narcisismo, procuram rapazes semelhantes à sua própria pessoa, a quem querem amar tal como sua mãe os amou”.
         Freud definiu o narcisismo, em outras palavras, como o resultado da transferência dos investimentos libidinais para o “EU” próprio, antes voltados para o outro.  O comentarista afirma que ele deparou com um obstáculo a propósito do narcisismo primário no momento de definir a relação deste com o auto-erotismo que fora identificado nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Assim, é considerado que o narcisismo infantil ou primário está diretamente relacionado com a formação do EU.
         Já que há uma dificuldade de separação da formação do EU com a instalação do narcisismo infantil ou primário podemos concluir que o narcisismo atual seria um regresso ao amor dos pais, isto é, amar ao outro como quem está de fato recebendo o amor dos pais... na realidade é um amor próprio, voltado para si como quem repete o amor outrora recebido. Freud considerou posteriormente que o narcisismo infantil se instalou antes da constituição do EU criando assim  a diferença entre narcisismo e auto-erotismo.
         No narcisismo secundário, cuja problemática é menor, o EU está fortalecido e o amor aos objetos esternos está reduzido e não aniquilado. Dessa forma, percebe-se que o narcisismo é o primeiro esboço do que viria a se transformar no ideal do eu e a pulsão de vida continua coexistindo em combate a pulsão de morte.


Reginaldo Silva de Lyra

MARCADORES COM CLASSIFICAÇÃO DAS POSTAGENS MAIS ACESSADAS

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