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sábado, 21 de junho de 2014

11 MANEIRAS DE PROTEGER A SUA FILHA DA BARBIE

Justin Holcomb
Justin Holcomb
A cultura popular americana possui uma rica diversidade de ícones, como a maçã da Apple, o rato da Disney, os arcos do McDonald’s, a logo na Nike e a Barbie, “o ícone, a imagem, o ideal”.

“Poder feminino”

O fabricante e comerciante da Barbie, a Mattel, anuncia a boneca como um símbolo de “poder feminino” mostrando que a Barbie pode ir à faculdade, explorar o universo como uma astronauta, experimentar a emoção da maternidade e governar o país como Presidente. Mas, a Barbie traz algumas profundas consequências.
“A Barbie é pequena e tão delicada. Suas roupas e sua imagem tão elegantes… Algum dia eu serei exatamente como você. Até lá eu sei o que irei fazer. Vou fingir que sou você.” Surpreendentemente, essas palavras pertencem ao primeiro jingle comercial da Barbie, quando ela fez a sua estréia no dia 9 de março de 1959.

Não coma?

Se o corpo da Barbie de 30 cm fosse convertido para as proporções em tamanho real, considerando as proporções originais, ela teria 1,75 metros de altura, cerca de 91,4 cm de busto, 45 cm de cintura e 84 cm de quadril. Ela calçaria 34. Críticos argumentam que isso incentiva as jovens a almejar uma forma corporal irreal e doentia.
Em 1965, a Barbie “Festa do Pijama” veio com um livro intitulando “Como perder peso”, que aconselhava a “não comer”. A boneca também veio com uma balança rosa de banheiro onde se lia 50 kg. Isso seria, no mínimo, 15 kg abaixo do peso para uma mulher da altura dela.

Um instrumento de humilhação

A figura excessiva da Barbie condiciona as garotas a terem uma percepção equivocada de um corpo feminino perfeito. A constante divulgação desses objetivos perfeitos para as nossas garotinhas, por meio da Barbie e modas de outros produtos de cultura popular, traz suas tentativas de semelhança com um protótipo impossível. Talvez seja por isso que 80% das garotas de 10 anos já fazem dieta para controlar o peso.
Ao invés de ser um ícone saudável, a Barbie se destaca como um instrumento de humilhação na vida de garotinhas. Elas se sentem fracassadas quando olham para a Barbie e não podem estar à sua altura. Isso é o contrário do que qualquer pai quer para a sua garotinha.

O ponto

Mas esculhambar a Barbie não é o ponto. E não estamos defendendo militantemente uma campanha anti-Barbie. A maioria das garotinhas que brincam com Barbies vão crescer e isso não vai destruir a sua vida adulta. Mas as ideias podem ser sutis. E elas podem ter consequências. E a ideia por trás da Barbie é só um exemplo de muitas coisas que podem atacar a identidade e a auto-imagem de uma garota.
[tweet link="http://iprodigo.com/?p=5433"]A ideia por trás da Barbie é só um exemplo de muitas coisas que podem atacar a identidade e a auto-imagem de uma garota.[/tweet]
Meu objetivo é direcionar sua atenção para a necessidade desesperada da a aplicação do evangelho para as jovens garotas em nossas vidas. Essa questão de identidade é uma parte significativa da própria imagem distorcida que a nossa cultura dá às garotas. A força cultural e as campanhas publicitárias pregam uma cruel e prejudicial mensagem da imagem e identidade para as garotas.

Demonstrando Amor

Por mais altas e dominantes que essas vozes podem ser, os pais podem ter uma voz mais alta. Nós possuímos a oportunidade de demonstrar nosso amor e dedicação para com as meninas que Deus colocou em nossas vidas. Mas como é que se faz isso? Aqui estão as 11 coisas que os pais podem fazer para demonstrar seu amor:
  1. Pais, não subestimem a sua influência sobre a sua filha. Fale para elas que são bonitas antes que a cultura as convença do contrário.
  2. Mães, estejam atentas para qualquer tipo de distorção na sua auto-imagem porque sua filha aprende muito sobre o que achar do corpo dela com você.
  3. Proteja-as tanto quanto for possível da exposição de conteúdos que são nocivos.
  4. Aprenda sobre a mídia e a cultura popular na vida de seus filhos.
  5. Vá além da abordagem “Apenas diga não” da cultura.
  6. Ter conversas apropriadas para a idade é uma parte essencial do seu relacionamento com a sua filha.
  7. Incentive seus filhos a usar a arte, brincar e escrever para processar as imagens e outras mensagens da mídia que eles recebem.
  8. Oponha-se às limitações de estereótipo de garotos e garotas que são dominantes na mídia e na cultura comercial.
  9. Compartilhe os seus valores e preocupações com os outros adultos – seus amigos, parentes e pais dos amigos de seus filhos.
  10. Ajude-as a aprender como interpretar e absorver o que eles vêem e lêem na cultura.
  11. Ame-as incondicionalmente. Veja-as como um presente.

Filhas de Deus

As meninas confiadas a nós por Deus precisam ouvir que, por meio da fé em Cristo, elas se tornam parte da família de Deus. A elas é dada a mais maravilhosa identidade: filha de Deus (1 João 3.1-2). Deus as adota e as aceita porque as ama. Elas não fazem e nem podem fazer nada para merecer o amor dEle. Ele as amou mesmo quando, e especialmente quando, elas eram inamáveis e se sentiam inamáveis.
Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui


http://reforma21.org/artigos/11-maneiras-de-proteger-a-sua-filha-da-barbie.html

sábado, 29 de março de 2014

O que é Anorexia?

O que é Anorexia?


Sinônimos: Anorexia nervosa 

A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar que provoca mais perda de peso nas pessoas do que é considerado saudável para a idade e altura. 

Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para perder peso.

Consulte também:Bulimia

Causas

As causas exatas da anorexia nervosa são desconhecidas. Vários fatores provavelmente estão envolvidos. Os genes e os hormônios podem desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Atitudes sociais que promovem tipos de corpos muito magros também podem estar envolvidas.

Não existe mais a ideia de que conflitos familiares contribuem para a anorexia e outros distúrbios alimentares.



Os fatores de risco para a anorexia incluem: 

  • Busca pela perfeição ou foco exagerado em regras
  • Ser muito preocupado ou dar muita atenção ao peso e à forma
  • Problemas de alimentação quando bebê ou na primeira infância
  • Determinadas ideias sociais ou culturais sobre saúde e beleza
  • Autoimagem negativa
  • Transtorno de ansiedade quando criança
A anorexia geralmente tem início durante a adolescência ou no início da fase adulta. É mais comum em mulheres, mas também pode ser vista em homens. O distúrbio é observado principalmente em mulheres brancas com escolaridade alta e que têm família ou personalidade focadas em objetivos. 

Exames

Outras causas de perda de peso ou atrofia muscular devem ser descartadas com exames médicos. Exemplos de outras condições que possam causar esses sintomas incluem:
Devem ser feitos exames para ajudar a encontrar a causa da perda de peso ou observar qual dano a perda de peso ocasionou. Vários desses testes serão repetidos ao longo do tempo para monitorar o paciente.

Os exames para diagnosticar a anorexia incluem:
  • Albumina
  • Exame de densidade óssea para verificar se há ossos finos (osteoporose)
  • Hemograma completo
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Eletrólitos
  • Testes de funcionamento dos rins
  • Testes da função hepática
  • Proteína total
  • Testes de funcionamento da tireoide
  • Urinálise

 

Sintomas de Anorexia

Para ser diagnosticada com anorexia, uma pessoa deve:
  • Ter medo enorme de ganhar peso ou ficar gorda, mesmo quando estiver abaixo do peso normal
  • Recusar-se a manter o peso no que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (15% ou mais abaixo do peso normal)
  • Ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso
  • Não ter menstruado por três ou mais ciclos (em mulheres)
As pessoas com anorexia podem limitar gravemente a quantidade de comida que ingerem e depois provocar vômitos. Outros comportamentos incluem:
  • Cortar a comida em pequenos pedaços ou movêlos no prato em vez de comêlos
  • Exercitar-se o tempo todo, mesmo quando o tempo estiver ruim, quando estiver machucada ou ocupada
  • Ir ao banheiro imediatamente após as refeições
  • Recusar-se a comer perto de outras pessoas
  • Usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso)
Outros sintomas de anorexia podem incluir:
  • Pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos
  • Pensamento confuso ou lento, junto com memória ou julgamento deficientes
  • Depressão
  • Boca seca
  • Extrema sensibilidade ao frio (vestir várias camadas de roupas para ficar aquecido)
  • Perda de resistência óssea
  • Desgaste dos músculos e perda de gordura corporal

 

Buscando ajuda médica

Converse com seu médico se uma pessoa próxima a você estiver:
  • Muito preocupada com o peso
  • Exercitando-se em excesso
  • Limitando a ingestão de alimentos
  • Muito abaixo do peso ideal
Obter ajuda médica imediata pode reduzir a gravidade de um distúrbio alimentar.
 

Tratamento de Anorexia

O maior desafio no tratamento da anorexia nervosa é fazer a pessoa reconhecer que tem uma doença. A maioria das pessoas com anorexia nervosa nega que tem um distúrbio alimentar. Em geral, as pessoas somente começam um tratamento quando a doença é grave.
Os objetivos do tratamento para a anorexia são recuperar o peso corporal e os hábitos alimentares normais. Um ganho de peso de 0,5 a 1,4 kg por semana é considerado um objetivo seguro.
Vários programas diferentes foram desenvolvidos para tratar da anorexia. Às vezes, a pessoa pode ganhar peso:
  • Aumentando as atividades sociais
  • Reduzindo a atividade física
  • Usando programas para alimentação
Vários pacientes começam com uma permanência curta no hospital para acompanhamento com um programa de tratamento diário.

A permanência prolongada no hospital pode ser necessária se:
  • A pessoa tiver perdido muito peso (estar abaixo de 70% do peso corporal ideal para sua idade e altura). Em caso de subnutrição grave que coloca a vida em risco, a pessoa pode precisar ser alimentada através de uma veia ou por um tubo de alimentação no estômago.
  • A perda de peso continuar, mesmo com o tratamento
  • Surgirem complicações médicas, como problemas cardíacos, confusão ou desenvolvimento de níveis baixos de potássio
  • A pessoa tiver depressão grave ou pensar em cometer suicídio
Os médicos que geralmente estão envolvidos nesses programas incluem:
  • Profissionais de enfermagem
  • Médicos
  • Nutricionistas
  • Psicólogos ou psiquiatras
Em geral, o tratamento para a anorexia é bastante difícil e exige trabalho árduo dos pacientes e suas famílias. Muitas terapias podem ser tentadas até o paciente superar o distúrbio.
Os pacientes podem desistir dos programas se tiverem esperanças não realistas de serem "curados" somente com terapia.
Diferentes tipos de psicoterapias são usados para tratar de pessoas com anorexia:
  • Terapia comportamental cognitiva individual, terapia de grupo e terapia familiar são todas bem sucedidas.
  • O objetivo da terapia é mudar os pensamentos ou o comportamento de um paciente para encorajá-lo a comer de maneira mais saudável. Esse tipo de terapia é mais útil para o tratamento de pacientes mais jovens que não tiveram anorexia por muito tempo.
  • Se o paciente for jovem, a terapia pode envolver toda a família. A família é vista como parte da solução, em vez da causa do distúrbio alimentar.
  • Grupos de apoio também podem fazer parte do tratamento da anorexia. Em grupos de apoio, pacientes e familiares se encontram e compartilham aquilo pelo que passam.
Medicamentos, como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor, podem ajudar alguns pacientes anoréxicos quando ministrados como parte de um programa de tratamento completo. Por exemplo:
  • Antidepressivos
  • Olanzapina (Zyprexa Zydis)
  • Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRSs)
Esses medicamentos podem ajudar a tratar a depressão ou a ansiedade.
Embora essas drogas possam ajudar, nenhum medicamento foi comprovado para reduzir o desejo de perder peso. 

Expectativas

A anorexia nervosa é uma doença grave que pode ser fatal. Em algumas estimativas, ela leva à morte em 10% dos casos. Programas de tratamento experimentados podem ajudar as pessoas com a doença a voltar para o peso normal, mas é comum a doença retornar.
Mulheres que desenvolvem a anorexia em idade precoce têm melhor chance de recuperação completa. No entanto, a maioria das pessoas com anorexia continuará preferindo um peso corporal mais baixo e estará muito focada em alimentos e calorias.
O controle do peso pode ser difícil. Talvez seja necessário o tratamento a longo prazo para manter um peso saudável.

Complicações possíveis

As complicações da anorexia podem ser graves. Uma permanência no hospital pode ser necessária.
As complicações da anorexia podem incluir:
  • Inchaço
  • Enfraquecimento dos ossos
  • Desequilíbrio eletrolítico (como níveis baixos de potássio)
  • Ritmo cardíaco perigoso
  • Redução de glóbulos brancos que leva ao aumento do risco de infecção
  • Desidratação grave
  • Desnutrição grave
  • Convulsões devido à perda de líquidos como resultado de diarreia repetitiva ou vômitos excessivos
  • Problemas na glândula tireoide, que podem levar à intolerância ao frio e à constipação
  • Cáries

Prevenção

Em alguns casos, a prevenção pode não ser possível. Encorajar atitudes saudáveis e realistas em relação ao peso e à dieta podem ajudar. Algumas vezes, a psicoterapia pode ajudar.
 
 
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/anorexia


 



segunda-feira, 24 de março de 2014

Zinco – o metal essencial

Zinco – o metal essencial

Quando falamos de alimentação vegetariana, invariavelmente falamos da importância do zinco e da severidade das suas carências. Pelo facto das fontes melhor absorvíveis de zinco pertencerem ao grupo dos alimentos de origem animal, os vegetarianos devem dar-lhe, e à sua complexidade, a importância devida.
O zinco é um dos minerais mais importantes no desenvolvimento do corpo. Não se conhecem locais de armazenamento do zinco no organismo e desta forma é necessário que seja suprido regularmente na dieta alimentar.

Funções do Zinco
O zinco é fundamental à síntese de DNA e RNA (importante na gravidez e crescimento). É especialmente importante na saúde da pele (importante na cicatrização de feridas) e fundamental no sistema imunológico, desempenha também funções cruciais na síntese proteica, no metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e metabolismo energético. Tem papel fundamental na maturação e desenvolvimento sexual. Existem diversas hormonas que podem ser afectadas quando existe carência de zinco, como a hormona do crescimento, a tiróide, a insulina. Assim de modo geral o zinco é fundamental para o crescimento e desenvolvimento do organismo, a manutenção da actividade e do desejo sexual, o sistema imunológico, o sistema respiratório, e rendimento muscular;
Os principais sintomas de carência de zinco pelo organismo podem ser, perda de apetite e do paladar, atrasos no crescimento nas crianças e adolescentes, atraso no desenvolvimento sexual e impotência, dificuldade de cicatrização de feridas e lesões na pele, cegueira nocturna, queda de cabelo, vómitos e diarreia, protecção imunitária diminuída.
 
Também em excesso o zinco pode provocar problemas, este é tóxico acima de determinados valores. Para doses de ingestão superiores a 2g ou mais, pode provocar sintomas de envenenamento, que incluem vómitos, febre, náuseas. Quando presente em quantidades elevadas, sabe-se que compete com outros minerais na absorção intestinal.
Factores que influenciam a absorção do Zinco

A concentração de zinco no organismo depende do seu aporte pela alimentação. Assim é importante conhecer as necessidades deste e onde podemos encontrá-lo nos alimentos.
 
No entanto é importante ter em linha de conta que estes factores são variáveis e não podem ser absolutamente controlados. Na ingestão e absorção de qualquer alimento existem factores que podem influenciar o seu aproveitamento. Sejam eles directamente relacionados com o alimento, com a biodisponibilidade do mineral que é afectada pela alimentação de forma geral, no caso do zinco, seja pelo seu conteúdo em proteínas, agentes inibidores ou favorecedores da absorção.
 
O zinco é absorvido no intestino delgado, e considera-se que a sua absorção aumenta rapidamente quando o teor de zinco dietético é baixo, e o inverso também acontece, ou seja, que a sua absorção diminui quando acontece um aumento na ingestão dietética. Assim conclui-se que a quantidade de Zinco absorvida é variável, dependendo da necessidade do organismo. Podemos considerar isto como um mecanismo compensatório.
 
Parece que apenas cerca de 20% a 40% do zinco da alimentação é absorvido, sendo esta afectada pela presença de alguns factores dietéticos, principalmente pela presença de fitatos. Os fitatos ou ácido fítico, são compostos químicos que as plantas utilizam nas suas funções de armazenamento de fósforo. Os fitatos são o factor que mais “atrapalha” o aproveitamento do zinco pelo organismo, sendo considerado anti-nutricional. Estes afectam também a biosdisponibilidade de Ferro, do Magnésio, do Cobre. O ácido fítico e o zinco formam um composto altamente insolúvel no organismo, impedindo a absorção.
 
Os alimentos com maior teor de fitatos são os de origem vegetal, especialmente as fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Especialmente o farelo de trigo, tem sido responsabilizado por “roubar” minerais como o Zinco ou o Ferro, entre outros.
 
A quantidade de fitatos por exemplo na soja é de cerca de 1,5%, no feijão é de 2,5% e nos farelos de trigo e arroz é na ordem de 4,5%.
 
No entanto existem técnicas culinárias capazes de diminuir a quantidade de fitatos nos alimentos e assim aumentar a absorção do zinco, como dos outros minerais afectados. Entre elas a fermentação do pão (como nós o consumimos) destrói os fitatos, diminuindo a sua presença. Também o facto de colocarmos as leguminosas de molho (cerca de 12 horas), a cozedura dos cereais, a torrefacção das nozes, bem como o simples processo de cozimento, submetem os fitatos à acção de enzimas que os destroem. É importante considerar que as mudanças nos hábitos alimentares observadas nas últimas décadas podem interferir na biodisponibilidade do zinco na dieta. Assim, algumas substâncias adicionadas aos alimentos industriais foram tidas como responsáveis na redução do zinco, são eles os fosfatos e o EDTA.
 
Também é possível que o ácido fólico possa reduzir a absorção do zinco, bem como as fibras, no entanto a interferência destas últimas por si só não está ainda bem clara. O seu efeito está relacionado com o facto de alimentos ricos em fibras serem ricos em fitatos. A suplementação de Ferro também deve ser tida em conta.
 
Existem no entanto factores que favorecem o aproveitamento do zinco pelo organismo e é também fundamental conhecê-los. Os ácidos orgânicos podem auxiliar a absorção de zinco ingerido. 

Ácidos como o ácido cítrico, láctico ou butírico, que existem naturalmente nos alimentos ou são formados por processos de fermentação, ajudam no aumento do aproveitamento do zinco. Por fim o teor proteico da alimentação influencia a absorção de zinco, quanto maior a quantidade de proteína ingerida, maior será a quantidade de Zinco ingerida, sendo que as de origem animal apresentam efeitos inibidores ao ácido fítico. A proteína da soja não afecta a absorção do Zinco, mas o ácido fítico que contém, sim.
Necessidades de Zinco

De acordo com o Food anda Nutrition Board (Institute of Medicine, National Academies), estão definidas as DRI´s (Dietary Refence Intakes) para cada fase da vida, no que respeita à ingestão de zinco.



Recomendações nutricionais diárias de zinco:








Idade
mg/dia
Lactentes
0 a 6 meses
2

7 a 12 meses
3
Crianças
1 a 3 anos
3

4 a 8 anos
5
Homens
9 a 13 anos
8

14 a 70 anos
11

> 70 anos
11
Mulheres
9 a 13 anos
8

14 a 18 anos
9

19 a 70 anos
8

> 70 anos
8

Gravidez < 18 anos
12

Gravidez 19 a 50 anos
11

Lactação <18 anos
13

Lactação 19 a 50 anos
12










Fonte: Dietary Reference Intakes Table, Food and Nutrition Board, 








National Academy of Sciences, 2004.

As mulheres durante a gravidez necessitam de uma quantidade diária superior de zinco, mas pensa-se que esta necessidade será ajustada com um aumento da absorção pelo intestino, através de um mecanismo de adaptação do organismo. Também as mulheres durante a amamentação precisam de maiores quantidades de zinco, uma vez que o leite contém cerca de mais 2mg de zinco nos primeiros 4 meses. Nestas fases a atenção sobre o zinco deve ser maior.

Principais fontes de Zinco
Os alimentos de origem animal como as carnes vermelhas, lacticínios, ovos, ostras, caranguejo, são os que possuem a forma mais rapidamente disponível de zinco. No entanto outros alimentos de origem vegetal também possuem consideráveis quantidades de zinco, como as leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas), nozes, sementes de abóbora, grãos integrais, castanhas, legumes, tubérculos, gérmen de trigo, tofu e miso. O problema que reside nestes alimentos são os seus elevados teores de fitatos, o que dificulta a sua inteira disponibilidade, o que se traduz numa absorção de apenas cerca de 20% da totalidade do mineral ingerido.


Teor de Zinco em alguns alimentos (100g):







Alimento
mg
Leite vaca meio gordo
0,5
Ovo cozido
1,3
Ervilhas secas cozidas
1,0
Feijão branco cozido demolhado
1,0
Grão-de-bico cozido demolhado
1,2
Lentilhas cozidas
1,4
Soja grão cozido
1,4
Tofu
1,0
Tremoço
1,5
Arroz cozido
0,6
Arroz integral cru
1,4
Farinha trigo integral
3,0
Esparguete cozido
0,3
Pão mistura
0,8
Pão centeio
1,3
Flocos aveia
4,5
Espinafres crus
0,9
Couve-flor cozida
0,5
Castanha caju torrada
5,7
Pinhão
6,5
Nozes
2,7






Fonte: Tabela da Composição de Alimentos (Portuguesa) – 




Instituto



Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Lisboa, INSA, 2006.


Quem corre o risco de sofrer de carência de Zinco?
De uma forma geral quem apresenta risco de desenvolver deficiência de zinco, são as pessoas que consomem baixas quantidades deste mineral, que têm por algum motivo diminuição da absorção intestinal, que possuem perdas elevadas deste mineral ou ainda aumento das suas necessidades de zinco por qualquer situação especial (como gravidez, crescimento, queimaduras, etc).

De todas, as causas a desnutrição energético-proteica é a mais comum, relativamente à carência de zinco, e não a baixa ingestão de zinco, como se poderia deduzir. Entre os grupos que podem apresentar mais frequentemente deficiência deste mineral estão também os alcoólicos, os diabéticos, estados de doença em que o catabolismo está aumentado, doenças intestinais, hepáticas, renais ou a presença de agentes quelantes (EDTA).

Para alguns autores a alimentação vegetariana pode ser considerada de risco no que respeita ao zinco. Isto pelo facto, não de o consumo ser reduzido, mas especialmente pela concentração de fitatos na alimentação vegetariana, uma vez que dela fazem parte alimentos como as leguminosas, os cereais, sementes, ricos neste composto, tornando o Zinco menos absorvível. Para os lacto-vegetarianos ou ovo-lacto-vegetarianos, este problema não se coloca, pois como se disse, o Zinco dos alimentos de origem animal está mais disponível.

O interessante é que os estudos não mostram maior prevalência de deficiência de zinco nos vegetarianos comparativamente aos omnívoros.
Temos no entanto que ter em linha de conta que a deficiência leve de zinco não é fácil de detectar, sendo conveniente neste sentido manter um cuidado especial neste nutriente, escolhendo de acordo com os conhecimentos aqui descritos os alimentos adequados e as técnicas que potenciam a sua absorção. Assim, para os vegetarianos, as fontes mais ricas de zinco são os cereais integrais, as leguminosas, as oleaginosas e as sementes. Aqui os cuidados mais uma vez, são tentar reduzir o teor de fitatos nestes alimentos, consumindo pão fermentado, demolhar as leguminosas (rejeitar a água). Também o processamento dos produtos derivados da soja pode diminuir os valores de ácido fítico, como o tofu, o tempeh, o miso ou o molho de soja. As dietas vegetarianas são consideradas de moderada biodisponibilidade em relação ao zinco, por vezes poder ser necessária suplementação deste mineral. Quando as mesmas são ricas em ácido fítico, pode ser necessário ingerir mais 50% de zinco para compensar a menor absorção. Desta forma o planeamento da dieta vegetariana deve incluir valores para o zinco que garantam uma margem de segurança. De forma geral a dieta vegetariana apresenta uma absorção de zinco na ordem dos 35%.

Para as grávidas e mães a amamentar que sejam vegetarianas, os cuidados para além destes, podem estar relacionados com a comum suplementação de ferro administrada à grávida, o que pode originar competição entre os dois metais pela absorção. Neste ponto pode ser recomendada também suplementação de zinco. A biodisponibilidade do zinco é superior no leite da mãe, comparativamente ao leite de vaca.

Sempre que existir suspeita de possível carência de zinco, seja porque não existe um consumo adequado, ou pode estar comprometida a absorção, a suplementação é a forma mais correcta e mais rápida de repor o zinco.

De uma forma geral, mais uma vez se verifica que uma alimentação vegetariana, desde que cuidada, correctamente planeada, tendo em atenção todos os factores mencionados, pode ser adequada para qualquer nutriente, o importante é estar-se bem informado, para assim garantir que se cumprem as exigências.

Para qualquer grupo populacional, sejam vegetarianos, sejam populações desfavorecidas, ou até grupos com incorrectos hábitos alimentares (mas com disponibilidade económica), o fundamental para evitar carências nutricionais pode incluir (sempre) educação alimentar, e eventualmente fortificação alimentar e suplementação.
Essencialmente actividades que integrem educação alimentar, abordando temas como a selecção, a preparação e a utilização dos alimentos pode ser fundamental para garantir boa biodisponibilidade de zinco.

Autoria: Cláudia Maranhoto, dietista


Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-521-Zinco%2B%2596%2Bo%2Bmetal%2Bessencial.html

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