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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como estruturar sua dissertação

Como estruturar sua dissertação

08 SEPTEMBER 2014  |  POSTADO EM DISSERTAÇÃO, DISSERTAÇÃO ACADÊMICA, DISSERTAÇÃO CIENTÍFICA, MUNDO EDITORIAL CIENTÍFICO, O MUNDO ACADÊMICO, PRODUÇÃO CIENTÍFICA MUNDIAL, TEXTOS ACADÊMICOS  


Ao contrário do que se possa imaginar, a primeira parte de uma dissertação a ser pensada deve ser o sumário. Ainda que você venha a mudá-lo ou ajustá-lo (o que é muito comum e provável que ocorra), ele irá guiar sua linha de raciocínio e ajudá-lo a priorizar informações e estruturar blocos de texto, dando coerência à sua argumentação. Não existe uma regra que defina como deve ser a estrutura da dissertação, mas, no geral, ela segue a ordem dos processos pelos quais você passou ao longo de sua trajetória de pesquisa. A seguir, um “esqueleto” estrutural mostrando como os diferentes tipos de conteúdo devem ser organizados na dissertação:
1. Resumo

O resumo deve ser algo breve e objetivo, capaz de apresentar em linhas gerais o principal objetivo e hipótese do trabalho, além de dar diretrizes sobre os resultados obtidos, mas nada muito detalhado ou extenso.

2. Introdução

Na introdução é importante falar sobre a trajetória da pesquisa, de onde você partiu, como surgiu o interesse pelo tema e a construção e escolha do recorte. No caso de concluintes de mestrado ou doutorado, vale voltar ao projeto de pesquisa original para rememorar como a trajetória da pesquisa foi iniciada e as modificações que ela sofreu. A introdução também deve anunciar a estrutura da dissertação, dando diretrizes sobre o foco e objetivo de cada capítulo.

3. Fundamentação teórica

Como já foi dito, não existe uma regra rígida que defina a estrutura da dissertação, mas existem alguns consensos que visam guiar a leitura do material a fim de facilitá-la. Um destes consensos determina que o primeiro capítulo seja dedicado à fundamentação teórica do trabalho. É importante que a fundamentação seja apresentada logo como cartão de visitas para informar a seu leitor sob que ponto de vista você analisará seu objeto de pesquisa e suas descobertas, bem como com quais autores você estará dialogando ao fazer essa análise.

4. Metodologia

A metodologia indicará como você conduzirá sua análise, que procedimentos adotará a fim de obter os resultados que busca. A sua escolha metodológica pode ser apresentada e justificada em paralelo à fundamentação teórica, e ambas não precisam ficar restritas apenas o primeiro capítulo da dissertação, podendo abranger o segundo também. O importante é que sejam apresentadas antes da análise, de modo a construir o terreno para a interpretação da mesma a partir da argumentação sustentada na dissertação.

5. Análise e resultados
O capítulo (ou capítulos) da dissertação dedicados à apresentação dos resultados e análise dos mesmos deve suceder a apresentação da fundamentação teórica e metodologia, porque é à luz deste conteúdo que você analisará os resultados obtidos. No processo da análise devem também ser recobradas passagens teóricas que reforcem suas descobertas e conclusões, justificando suas escolhas teóricas.

6. Conclusão

O momento de “amarrar” o trabalho deve ser mais que um breve resumo de suas descobertas. Este é o espaço também para avaliar as limitações da sua pesquisa e vislumbrar de que modo as lacunas deixadas podem abrir caminho para futuros projetos.
Oferecemos aqui uma lógica geral de organização da estrutura da dissertação. Obviamente, seus capítulos deverão ter títulos e intertítulos referentes ao tema que exploram, e não o nomes genéricos que indicam a natureza do conteúdo – como mostrado aqui e como costuma-se organizar projetos de pesquisas. Para saber como estruturar uma dissertação na prática, procure exemplos de dissertação que explorem tema semelhante ao de sua pesquisa para inspirar-se. E antes de começar a escrever, apresente a seu orientador uma proposta de estrutura de dissertação para que vocês possam juntos discutir que estrutura se adequa melhor a seu trabalho.


http://www.enago.com.br/blog/como-estruturar-sua-dissertacao/

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Como lidar com pesquisas tendenciosas

Como lidar com pesquisas tendenciosas

04 AUGUST 2014  |  POSTADO EM DICAS PARA AUTORES, O MUNDO ACADÊMICO, QUER PUBLICAR? O QUE DEVO SABER?   |  SEM COMENTÁRIO  |  FAÇA UM COMENTÁRIO
Pesquisas TendenciosasAo contrário do que se possa imaginar, nem sempre a parcialidade em determinado ponto do fazer científico é mal intencionada. Considerando que pesquisas são realizadas por pessoas passíveis a equívocos e que pesquisadores possuem convicções acadêmicas e partem sempre de determinadas pressuposições para iniciar uma pesquisa, não é difícil entender como uma pesquisa tendenciosa pode ser desenvolvida sem que aquele que a realizou tenha deliberadamente tentado manipular os resultados obtidos.
Assim como a maioria dos males, a melhor forma de lidar com uma pesquisa tendenciosa – seja no seu próprio fazer científico ou ao buscar fontes de pesquisa – é prevenindo-se, ou seja: sabendo de antemão que nenhum pesquisador está totalmente isento disso e estando atento para identificar o modo como uma pesquisa tendenciosa pode ser desenvolvida e os tipos de análise que geralmente produz.
Ao produzir
A tendência do pesquisador, diga-se, sua área e linha de pesquisa, costuma muitas vezes guiar a forma como ele enxerga e lida com seus objetos e problemas de pesquisa. Porém, sem o devido cuidado essa filiação acadêmica pode conceber uma forma parcial de fazer pesquisa e isso pode vir a comprometer os resultados obtidos e o próprio respaldo do profissional. Para evitar que isso ocorra, é necessário ter em mente que uma visão tendenciosa pode comprometer de formas distintas os vários momentos da pesquisa, como o recorte, coleta de dados, análise e apresentação de resultados.
No que compete ao recorte, o pesquisador deve questionar-se se o mesmo atende de forma desejada aquilo que pretende analisar ou se exclui um grupo de controle ou parte da discussão que seja importante aos resultados; e, caso isso ocorra, o fato deve ser justificado e ponderado na apresentação dos resultados. A coleta de dados deve levar em consideração os procedimentos necessários para que todas as informações ou amostras recebam o mesmo tratamento e atenção. O mesmo é válido para a análise e apresentação de resultados, nas quais a tendência do pesquisador não deve levá-lo a privilegiar uma filiação acadêmica em detrimento de outra em sua argumentação.
Ao buscar fontes
No caso da busca por fontes de pesquisa, é necessário saber identificar uma pesquisa tendenciosa e isso pode ser um pouco trabalhoso, especialmente se o tema pesquisado não for exatamente a especialidade de quem realiza a pesquisa. O melhor a fazer é buscar pelos trabalhos mais citadas – geralmente aqueles que encontram maior aceitação por diferentes vertentes de uma discussão e cujos resultados já foram de certo modo validados por outros pesquisadores. Além disso, é importante ler trabalhos que apresentem lados diferentes de um mesmo problema de pesquisa para entender quais são os prós e contras de cada vertente.
Deve-se sempre desconfiar de pesquisas com poucos dados ou dados imprecisos, ou ainda cujas conclusões pareçam a simples atestação da tendência do pesquisador. O mesmo vale para pesquisas que apresentam um único ponto de vista ou recorte muito restrito e para aquelas que se propõem a grandes inovações mas sem sustentação científica ou respaldo de seus pares. Independente da tendência do pesquisador, os resultados apresentados devem se capazes de comunicar e sustentar-se cientificamente frente a qualquer vertente do tema.
Em resumo, a melhor forma de driblar uma pesquisa tendenciosa, seja no próprio fazer científico ou ao buscar fontes para sua pesquisa, é focar-se em resultados produzidos a partir do método científico – que não pareçam mera opinião ou intuição do pesquisador – e que se apóiem numa bibliografia confiável. A bibliografia é um excelente início para este finalidade, uma vez que demonstra de onde o pesquisador partiu para realizar seu trabalho e indica se o mesmo levou ou não em consideração o que há de relevante na área e as principais controvérsias que atravessam sua pesquisa para evitar um fazer científico tendencioso.

http://www.enago.com.br/blog/pesquisas-tendenciosas/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Candidato já pode ver correção de redação do Enem 2013


02/04/2014 12h21 - Atualizado em 02/04/2014 15h10

Candidato já pode ver correção de redação do Enem 2013

Foram avaliados 5 milhões de textos; 481 tiveram nota máxima (mil).
Tema da redação da prova foi sobre a Lei Seca.

Do G1, em São Paulo
77 comentários
Espelho traz as notas em cada uma das competências da redação do Enem (Foto: Reprodução/Inep)Site traz as notas em cada uma das competências da redação do Enem (Foto: Reprodução/Inep)
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) colocou à disposição nesta quarta-feira (2) os espelhos com as correções das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013. Para acessar o resultado, o candidato precisa entrar na página do Inep e inserir a senha e o número do CPF. O acesso tem apenas caráter pedagógico, pois os alunos não podem mais recorrer para alterar a nota da prova. A redação do ano passado teve como tema "Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil".
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NÚMEROS DA REDAÇÃO DO ENEM 2013
Total corrigido
5.049.248 redações
Nota 1.000
481 redações
Nota zero
106.742 redações
Em branco
32.991 redações
Anuladas
73.751 redações
Fuga ao tema
1.398 redações
Fonte: Inep
Ao todo, foram corrigidos 5.049.248 textos. Desses, 481 obtiveram nota mil, a pontuação máxima. Outras 32.991 redações foram deixadas em branco e 73.751, anuladas, totalizando 106.742 com nota zero.
Segundo o Inep, 48,9% dos textos tiveram com nota igual ou abaixo de 500 pontos, considerada a pontuação média. A maior concentração (27,9%) ficou na faixa de 501 a 600 pontos. Menos de 1% conseguiu mais de 900 pontos.
A principal novidade no Enem 2013 é exatamente sobre os critérios de correção da redação. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita só foram aceitos como exceção quando não apresentaram reincidência. Além disso, receberam nota zero 1.398 redações (0,028% do total) que apresentaram parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto. Em 2012, candidatos conseguiram nota mesmo quando inseriram no meio do texto uma receita de miojo ou o hino do Palmeiras.
No espelho da correção, o candidato pode saber qual foi o resultado em cada uma das cinco competências avaliadas e comparar seu desempenho com o dos demais. A prova exige a produção de um texto do tipo dissertativo-argumentativo. Isso significa defender uma ideia, expor a opinião e argumentar.
As competências exigidas na redação do Enem são:
1) Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
2) Compreender a proposta da redação e aplicar conceitos das varias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
3) Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
4) Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
5) Elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Para essa edição, o Enem contou com 7.121 avaliadores. As redações foram avaliadas por dois corretores independentes, que atribuíram nota de zero a 200 pontos para cada competência. Uma terceira correção foi feita em caso de discrepância maior que 100 pontos na soma total (em 2012, a diferença deveria ser de 200 pontos) ou maior que 80 pontos em uma ou mais competências. Se a discrepância persistisse, a redação deveria ser encaminhada a uma banca especial, formada por três membros e responsável por atribuir a nota final.
Ao todo, foram encaminhadas 2.496.754 redações (50%) para um terceiro corretor. Já a banca de especialistas analisou 306.821 textos, correspondentes a 6% do total.
Espelho da redação do Enem mostra a pontuação final e a comparação com outros candidatos (Foto: Reprodução/Inep)Espelho da redação do Enem mostra pontuação final e comparação com outros candidatos (Foto: Reprodução/Inep)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Tese, dissertação e monografia, qual a diferença?


Tese, dissertação e monografia, qual a diferença? 

Quais são as diferenças entre monografia, dissertação e tese?
 Muitas pessoas confundem os termos monografia, disser- tação e tese. Entretanto, esses erros não se restringem apenas ao significado dos termos e muito  menos às pessoas que não estão ligadas à área acadêmica.

É possível encontrar, em alguns programas de pós-graduação, alunos de doutorado defendendo dissertações e chamando-as de teses, o que é algo muito sério.

Uma dissertação não é uma tese de pior qualidade ou mais superficial. Da mesma forma, uma tese não é uma dissertação com mais páginas ou um conjunto de dissertações em um trabalho só. A diferença fundamental não é o número de páginas. É a originalidade.

Monografia

A monografia é um trabalho acadêmico Lato sensu que tem por objetivo a reflexão sobre um tema ou problema específico e que resulta de processo de investigação sistemática. As monografias tratam de temas circunscritos, com abordagem que implica análise, crítica, reflexão e aprofundamento por parte do autor.

Dissertação
 
A dissertação é um trabalho acadêmico Stricto sensu que se destina à obtenção do grau acadêmico de mestre. Os projetos de dissertação não precisam abordar temas e/ou métodos inéditos. O aluno de mestrado deve demonstrar a habilidade em realizar estudos científicos e em seguir linhas mestras na área de formação escolhida.

Tese
A tese é um trabalho acadêmico Stricto sensu que importa em contribuição inédita para o conhecimento e visa a obtenção do grau acadêmico de doutor. O doutorando deve defender uma ideia, um método, uma descoberta, uma conclusão obtida a partir de uma exaustiva pesquisa e trabalho científicos.

http://posgraduando.com/blog/quais-sao-as-diferencas-entre-monografia-dissertacao-e-tese

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